Em fevereiro deste ano, os caminhoneiros bloquearam a BR-101 entre Tubarão e Capivari de Baixo  -  Foto:Letícia Matos/Notisul
Em fevereiro deste ano, os caminhoneiros bloquearam a BR-101 entre Tubarão e Capivari de Baixo - Foto:Letícia Matos/Notisul

Letícia Matos
Tubarão

A greve dos caminhoneiros autônomos – convocada pelo Comando Nacional do Transporte e que inicia hoje – deve ser marcada por diferentes iniciativas em cada região do país. Em Santa Catarina, os motoristas preparam-se para aderir à paralisação geral da categoria. 

A mobilização é coordenada pelas redes sociais. Conforme umas das lideranças do movimento no estado, Vilmar Bonora, os pontos de manifestação já estão definidos e não haverá bloqueio de estradas. “Não podemos revelar as localidades para evitar que a Polícia Rodoviária Federal se antecipe às estratégias dos manifestantes”, afirma.

Em postagem em seu perfil no Facebook, Bonora reiterou o anúncio e fez um chamado para que toda a população apoie o movimento. “O início da paralisação é segunda-feira (hoje). Dessa vez, a pauta não traz reivindicações da categoria. O objetivo do movimento agora é pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff”.

O presidente do Sindicato dos Transportadores da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), Beto Lima, salienta que a paralisação é organizada pelos autônomos e por meio da internet. “Não tem uma entidade por trás. Os sindicatos são ligados ao Ministério dos Transportes, representam a categoria, mas não podem ser irresponsáveis. Fazemos tudo dentro da lei e não podemos tirar o direito de ir e vir das pessoas”, destaca. Beto participa hoje da Fenatran, a maior feira de transportes rodoviários da América Latina, em São Paulo. Ele conta que neste evento alguma novidade pode surgir. “Vamos ver o que poderemos fazer. Pois contente ninguém está”, afirma.

Orientações
Os integrantes do movimento dizem, por meio de áudios no WhatsApp, que a lista de reivindicações permanece a mesma apresentada em fevereiro, quando houve uma greve dos caminhoneiros, mas que o objetivo deste protesto é pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. “A recomendação que está sendo enviada a todos os adeptos do movimento pelo Facebook e WhatsApp é para ficarem atentos aos caminhoneiros que estiverem insistindo em trabalhar e convidá-los a aderir à paralisação. Algumas das exceções incluem caminhões com transporte de leite, de oxigênio, alimentação para hospitais e de lixos, além de ambulâncias e automóveis. Estes poderão rodar nas rodovias normalmente”, consta em um áudio.