Wagner da Silva
Braço do Norte

A redução em mais de 100 toneladas de lixo produzido no último mês em Braço do Norte chamou a atenção da administração. Até junho, quando foi lançado o edital para contratar uma empresa a fim de efetuar a coleta seletiva no município, a produção de lixo superava as 600 toneladas por mês.

Em julho, contudo, foi observada uma redução de 109 toneladas no comparativo com junho. Conforme a empresa, esta diferença é fruto do não recolhimento do lixo no cemitério municipal. “Acredito que o rejeito da construção civil e de algumas indústrias eram recolhidos junto com o lixo comum. Daí o valor tão alto pago pelo município. Agora vamos acompanhar de perto esta situação”, antecipa o prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio.

O proprietário de uma empresa que faz o recolhimento de praticamente todo o entulho da construção civil do município, garante que o material é totalmente utilizado em aterros e nega que algo seja depositado junto com o lixo comum.

Independente disso, uma avaliação feita pela própria prefeitura atentou para o fato de os documentos que mostram a pesagem dos caminhões eram preenchidos a caneta, o que poderia gerar algum equívoco. O correto seria a autenticação do peso tipografado pela balança onde é feita a pesagem, como ocorre em Rio Fortuna, por exemplo.

Se os números registrados no mês passado continuarem a ser os mesmos daqui para frente, a economia gerada pelo município alcançará uma média de R$ 18 mil por mês. O valor seria o suficiente para investir em obras há tanto tempo reivindicadas, como a construção da ponte de concreto na comunidade de São José.