A desembargadora do Salete Silva Sommariva, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Cevid/TJSC) e presidente do Cocevid; a vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF/SC), Vânia Floriani Noldin; a conselheira federal de Farmácia Hortência Salett Muller Tierling; e o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Dionei Tonet, participaram, nesta quinta-feira (30) de live sobre a campanha Sinal Vermelho contra Violência Doméstica. O evento é organizado pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF) de Santa Catarina.

A live será transmitido pelo canal do Youtube do Conselho Regional de Farmácia (CRF) de Santa Catarina, às 20h. A campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica, de iniciativa da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em parceria com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), foi lançada no dia 10 do mês passado e tem por objetivo oferecer às mulheres vítimas de violência doméstica um canal silencioso de denúncia: ao desenhar um X vermelho na mão e exibir o sinal ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a polícia militar será acionada após discagem ao 190 e prestará o auxílio à vítima.

Em Santa Catarina ocorreu apenas um caso de denúncia, que contempla a campanha Sinal Vermelho contra Violência Doméstica. O caso foi registrado na região do Vale do Itajaí. A vítima não chegou a uma farmácia. Ainda em casa alguém acionou a Polícia Militar (PM), que foi até a residência. No local o esposo da mulher assegurou que estava tudo bem, porém, ela mostrou a mão com um X.

As farmácias foram consideradas como o melhor local para denúncia por promoverem saúde, estarem sempre abertas e inspirarem segurança nas mulheres em risco. Depois da adesão das grandes redes, a campanha agora pretende capilarizar o serviço para farmácias menores, de bairro, para que chegue às comunidades mais afastadas. Após a denúncia, os profissionais das farmácias seguem um protocolo para comunicar a polícia e ao acolhimento à vítima. Balconistas e farmacêuticos não serão conduzidos à delegacia e nem chamados a testemunhar

A ação já conta com a participação de mais de dez mil farmácias em todo o país, e é uma resposta conjunta de membros do Judiciário ao recente aumento nos registros de violência em meio à pandemia. Uma das consequências da quarentena é a exposição de mulheres e crianças a uma maior vulnerabilidade dentro do próprio lar. Em março e abril, o índice de feminicídios cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já as chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do governo federal.

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