Zahyra Mattar
Tubarão

A quantidade de lixo removido das margens do rio Tubarão surpreendeu até o secretário de serviços públicos da prefeitura, Fabiano Bitencourt. Debaixo da ponte Dilney Chaves Cabral (do Notisul), no centro, o material foi suficiente para mobiliar uma casa. “Tinha televisor, geladeira, sofá, mesa. Em outros pontos, achamos armários, colchão, máquina fotográfica e até um cheque assinado no valor de R$ 1 mil”, descreve o secretário.

No total, foram retirados 2,7 mil quilos de sujeira. O mais preocupante, explica Fabiano, é que este material estava somente entre a ponte Orlando Francalacci (do Quartel) até a do centro. “Limpamos as duas margens. Mas ainda considero que foi muita sujeira em um espaço pequeno de extensão. Só imagino o que nos aguarda até a ponte Manoel Alves dos Santos (do Morrotes)”, lamenta o secretário.
A ação desencadeada pela pasta de serviços públicos foi feita em parceria com a 3ª Cia de Infantaria do 63º Batalhão de Infantaria do Exército (disponibilizou 100 homens para o mutirão), a Retrans, a Ceia, a secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura (atuou com três retroescavadeiras e sete caminhões) e a Alcoa, que doou material de higiene.

Todo o material recolhido foi fotografado e integrará um relatório, atualmente em desenvolvimento pela secretaria de serviços públicos, a ser enviado à Fatma. O objetivo é incrementar ações que mudem a atitude das pessoas. “Encontramos muitos sacos de lixo também. Conversei com moradores e todos contaram a mesma história: as pessoas param o carro e jogam as sacolas barranca abaixo. Um absurdo. Vamos reformular leis e atacar diretamente sobre o bolso do infrator. Isto já é alinhavado junto ao Ministério Público”, avisa Fabiano.