Conforme o previsto na Lei 13.993/2007, a linha divisória territorial válida e legal existente entre Laguna e Imbituba, ficou assim: inicia na lagoa do Mirim, segue por linha seca e reta pela parte sul da ponta Rasa, até a parte sul da ponta Itapirubá
Conforme o previsto na Lei 13.993/2007, a linha divisória territorial válida e legal existente entre Laguna e Imbituba, ficou assim: inicia na lagoa do Mirim, segue por linha seca e reta pela parte sul da ponta Rasa, até a parte sul da ponta Itapirubá

 

Laguna
 
Situado entre Laguna e Imbituba, o balneário de Itapirubá é alvo de ‘discórdia’ entre as cidades. Até quem mora na praia não sabe exatamente se reside na Cidade de Anita ou na Capital Nacional da Baleia Franca. 
 
Nem o estado se entende. Tem casa registrada com endereço em Laguna, que recebe a fatura de energia elétrica, da Celesc, ou de água, da Casan, como se residisse em Imbituba. 
 
Oficialmente, o balneário faz parte dos dois municípios, mas as prefeituras ‘brigavam’ na justiça para estabelecer de forma clara o limite criado em 1948, e modificado em 2007. Pela lei mais antiga (nº Lei 247, de 1948), apenas uma pequena parte de Itapirubá, a chamada praia Sul, pertence a Laguna. 
 
Contudo, a norma 13.993, de 2007, fez com que a divisa se deslocasse mais ao norte. Agora, a câmara de direito público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), decidiu de forma unânime: a demarcação dos limites territoriais entre as duas cidades deve ser pautada pela lei mais nova (de 2007).
 
O prefeito de Laguna comemora: “Agora que o limite foi consolidado, podemos exercer com mais agilidade as políticas públicas na região. Esta indefinição era ruim para mim e para o prefeito de Imbituba (Beto Martins – PSDB)”, avalia Célio Antônio (PT).
 
A prefeitura começa esta semana a notificar a Celesc, a Casan, a secretaria estadual de planejamento e outros órgãos estaduais e municipais sobre a decisão judicial, para que efetuem os tramites de mudança. Nos próximos dias serão fixadas as placas de limite entre as cidades.