Amanda Menger
Tubarão

Depois de todas as discussões relativas à eleição da mesa diretora da câmara de vereadores, a ‘briga’ agora é pela indicação dos assessores parlamentares. Três vereadores estão sem auxiliares: Edson Firmino (PDT), Dionísio Bressan Lemos (PP) e Deka May (PP). Mas, outros, como Evandro Almeida (PMDB), teriam cinco funcionários.
Segundo Edson, a falta de um assessor tem dificultado o trabalho. “Temos que atender muitas pessoas, pesquisar e elaborar os projetos e requerimentos”, revela Edson.

O presidente João Fernandes (PSDB) chegou a oferecer uma pessoa para ajudar Edson. “Mas teria que ser entre os funcionários que ele, João, indicou. Se é para ter um assessor pessoal, ele tem que ser indicado pelo vereador. Se é para ser um funcionário que trabalhará com mais de um vereador, que sejam então concursados, servidores de carreira”, observa Edson.

Para Dionísio, a falta de assessores aumentou o trabalho. “Não tenho grandes dificuldades. Ficamos responsáveis pela pesquisa e até a digitação dos requerimentos, nem por isso deixei de apresentar bons trabalhos. O que demonstra que a câmara não precisa de tanta gente. Atualmente, são três funcionários efetivos e 33 comissionados, que trabalham para poucos vereadores”, alfineta Dionísio.

João rebate as críticas

As reclamações sobre a falta de assessores parlamentares e de condições de trabalho pelos vereadores Edson Firmino (PDT), Deka May (PP) e Dionísio Bressan Lemos (PP) são rebatidas pelo presidente do legislativo tubaronense, João Fernandes (PSDB). Segundo ele, as indicações são feitas apenas pelo presidente, conforme ordena o regimento interno. “São 20 assessores para os vereadores e eu estou cumprindo o que diz o regimento. Lá está que o presidente deve ouvir as lideranças das bancadas, mas não diz que eles poderão indicar os assessores, isso é prerrogativa do presidente”, afirma João.

O presidente diz que os vereadores não têm do que reclamar. “Dionísio indicou o secretário de agricultura José De Pieri; Deka, o da educação; José Santos Nunes; e Edson, o de planejamento, Edvan Nunes. Além disso, os diretores das escolas municipais são indicação destes três vereadores, e há muitos professores contratados temporariamente que são indicações deles. Já pedi explicações ao secretário, mas até agora não recebi nenhuma resposta”, dispara.

João afirma ainda que os três vereadores só comparecem às sessões. “Eles não vão à câmara, só aparecem na hora da sessão, não convivem o dia-a-dia da casa. É por isso que eles não sabem como está o andamento da obra de reforma, não leem o mural com as publicações”, declara o presidente.
O Notisul procurou o secretário de educação da prefeitura, porém, Zé Santos não atendeu as ligações.