Laguna é uma das cidades mais antigas e belas do nosso Estado e isso não é por acaso. O município tem muita história para contar e uma imensidão de belezas naturais para admirar.

Foi em 29 de julho de 1676, data de fundação da cidade, que o bandeirante vicentista Domingos de Brito Peixoto chegou no município. Por ser devoto ao Santo Antônio, o bandeirante batizou o lugar como Santo Antônio dos Anjos de Laguna, pelo encontro da água do mar com a lagoa.

Mas a origem da história do povo lagunense vem desde muito antes. Há cerca de 6 mil anos comunidades pré-históricas já habitavam nesta região. Os registros encontraram sambaquis, pescadores-coletores, formações elevadas compostas de conchas, ossos, restos de fogueiras e artefatos, alguns com 35 metros de altura.

As populações que aqui viviam eram de hábeis pescadores e mergulhadores de águas profundas. Gerações de famílias viveram nos sambaquis, que em tupi guarani quer dizer amontoado de conchas. De acordo com levantamento do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), o município conta com 43 sítios arqueológicos, de artefatos do povo sambaqui e dos guaranis.

Com o início da colonização e do processo migratório de europeus, Laguna passou a ser uma região importante de disputa colonial. Durante os séculos XVII e XVIII, entre as metrópoles portuguesa e espanhola resultaram no Tratado de Tordesilhas (1494). Desse conflito entre metrópoles, uma extensa colônia passava a se formar.

Desde então incontáveis acontecimentos se sucederam nestes 346 anos de emancipação de Laguna. Foram batalhas, revoluções, romances e grandiosas construções culturais presentes nas ruas e prédios históricos até os dias de hoje.

Belezas naturais: 

Com mais de 45 km de belas praias que encantam a todos pela natureza, Laguna é uma das cidades mais lindas de Santa Catarina e do país, totalizando 20 praias e sete lagoas.

Praia da Cigana

Ao sul do município, no limite com Jaguaruna. Praia utilizada por pescadores artesanais. Local tranquilo e com o pôr do sol emoldurado pelas dunas.

Como chegar:

Pela SC -100 (rodovia Farol/Balsa), utilizar a entrada principal do Farol de Santa Marta, dois quilômetros à frente. Entrada à direita.

Praia do Cardoso

Trecho de areia, muito frequentado por surfistas em busca de boas ondas. Nas proximidades do costão, os galpões para armazenar pequenos barcos pesqueiros integram o cenário.

Como chegar:

Utilizando a SC-100 (rodovia Farol/Balsa), o visitante chega através da entrada principal ao Farol de Santa Marta. Depois de poucos quilômetros, o visual já chama atenção.

Prainha

Pequeno trecho de areia, entre os morros do Farol de Santa Marta e Morro Azul, forma uma pequena enseada. Antiga colônia de pescadores. Praia aconchegante, bastante visitada por admiradores da natureza e surfistas.

Como chegar:

Pela SC-100 (rodovia Farol/Balsa), utilizar a entrada principal do Farol de Santa Marta, seguir contornando o Morro do Farol.

Praia Grande

Praia com extensão de sete quilômetros. Fica ao norte do Farol de Santa Marta. Área deserta com muitas dunas, local de acesso restrito.  Comum passagem de caminhantes. Praia de mar aberto, utilizada por surfistas e trilheiros.

Como chegar:

A pé: saindo da Prainha (Farol de Santa Marta) e atravessando o Morro Azul pela trilha no final da estrada geral. Outra opção é chegar pela praia da Galheta e caminhar atravessando pequenas dunas.

De carro: Não é recomendado e nem autorizado a utilização de veículos nesta região de praia.

Praia da Galheta

Lugar para passear, fazer um piquenique à beira-mar, surfar, praticar esportes no mar, também para fazer caminhadas e trilhas. Está localizada ao norte do Farol de Santa Marta, entre costões, tornando o local acolhedor.

Como chegar:

A pé: Trilhar pela praia Grande, ou praia de Ypuã, caminhos com dunas que modificam a paisagem com a ação do vento.

De carro: Pela SC-100 (rodovia Farol/Balsa), km 7, entrada à esquerda (sentido sul/norte). Estrada com muita areia, não recomendado para veículos menores.

Praia do Ypuã

Um convite para a prática de esportes náuticos; surf, kitesurf, windsurf, mergulho e outros. Seu nome quer dizer em tupi-guarani, ilha pequena.

Frequentada por turistas que preferem sossego e apreciar uma praia quase deserta. Privilegiada com costões, vizinha da praia da Galheta.

Como chegar:

A pé: Pela praia da Galheta, ou de trilha utilizando a estrada geral da praia de Ypuã pela SC-100.

De carro: Utilizar a SC-100, entrada no km 6, estrada com dunas. Difícil acesso para veículos menores. Sem área de estacionamento.

Praia da Ilhota

Localizada ao lado da praia de Ypuã, parte norte. Protegida por costões. Uma pequena ilha chama atenção dos visitantes, origem do nome do refúgio para praticantes de mergulho e pescadores. Praia deserta com mar calmo.

Como chegar:

A pé: Pela praia de Ypuã.

De carro: Não é recomendado e nem autorizado a utilização de veículos nesta região de praia.

Praia da Tereza

Nome de uma antiga moradora, a Tereza é uma pequena baía com costões. Uma gruta na beira-mar leva os visitantes para reflexões. Árvores tornam a sombra um convite para o descanso. Praia tranquila com uma pequena extensão de areia. Cercada por morros com vegetação nativa.

Como chegar:

A pé: pela estrada geral da Tereza, ou caminhando pela praia do Gravatá e do Siri (Mané Lome)

De carro: Pela SC-100, no KM 5, na localidade de Passagem da Barra, utilizar a estrada geral para a praia da Tereza. Pequena área para estacionamento.

Praia do Siri (Mané Lome)

Com 1 km de extensão é uma praia deserta, com vegetação típica do litoral sul brasileiro. Praia intocável, com acesso por trilha pela Praia do Gravatá. No final da faixa de areia existe um costão com aproximadamente 40 metros de altura. Também possui ótimas condições para o surf.

Para os nativos é conhecida por Mané Lome, antigo pescador que gostava de frequentar o local, considerado um guardião da natureza.

Já os turistas apelidaram de Siri, pelos inúmeros crustáceos na areia, que serviam de alimentos entre uma onda e outra.

Como chegar:  Por trilha pela praia de Gravatá (ao norte) e pela praia da Tereza (ao sul)

Praia do Gravatá

Local preservado com natureza característica das encostas catarinenses, pouco visitado e oferece uma vegetação influenciada pelo mar e o vento. Na praia, que leva o nome de uma flor, chega-se apenas caminhando

Bastante frequentada por surfistas, praticantes de caminhadas e pescadores. Gravatá, nome originário das plantas pertencentes a vários gêneros da família das bromélias. Têm flores em tons amarelo e vermelho.

O acesso é pela comunidade pesqueira de Ponta da Barra. Depois de caminhar 20 minutos por uma trilha de Mata Atlântica, dunas e muitos pés de plantas nativas, o visitante pode desfrutar de uma enseada de 700 metros de extensão. Com uma costa de rochas de embasamento cristalino, que surgiram há 180 milhões de anos, em momentos de fúria e calmaria da natureza.

Está a meia hora do centro do município.

De carro:

Saindo do centro do município, seguir pela avenida prefeito Guimarães Cabral, em direção à rua da Balsa, atravessar o canal, seguir 20 metros pela SC-100. Ao entrar à esquerda, o visitante poderá avistar a lagoa do Noca e ao lado o encontro da água da lagoa Santo Antônio com o oceano, chamado canal da Barra.

O visitante vai chegar até a localidade da Ponta da Barra. Ao passar pelos restaurantes na beira da lagoa, entrar à direita. Seguir até o final da rua. Depois o caminho é a pé pela mata fechada, depois de uma pequena ponte de concreto seguir a trilha, entrar à direita sempre em frente, depois que encontrar uma porteira, seguir em direção ao mar.

Praia do Tamborete

A praia do Tamborete passa despercebida por muitos visitantes. Encravada entre os Molhes Sul e o Morro do Atalaia, na localidade da Ponta da Barra, o local é pouco frequentado, fica escondido por rochas e para chegar até ela é necessário passar pelos Molhes Sul e descer uma escadaria.

O nome tamborete, segundo os nativos, é devido ao número de pedras parecidas com tambores. A imaginação pode encontrar nas rochas formatos de papagaio, jacarés e até de Nossa Senhora Aparecida. Caminhando, é possível chegar até a praia do Gravatá, percurso que serviu de inspiração para programas de televisão sobre aventura, devido a beleza do lugar.

Pela SC-100, antes da balsa, entrar à direita, seguir até a comunidade da Ponta da Barra, passar pelos restaurantes e seguir até o final.

Como chegar: Pela comunidade da Ponta da Barra, pela SC 100 (sentido Farol/Balsa) primeira entrada antes da balsa à direita. Pelo bote, atravessando o canal dos Molhes, caminhada até a praia, passando pelos restaurantes.

Praia do Seis 

Na parte sul dos Molhes, a ação do homem para a construção do canal da Barra formou pequenas praias. A mais popular e conhecida pelos moradores e turistas como a praia do Seis.

O número é devido a formação rochosa dos Molhes, a de número seis com a ação do tempo foi transformada numa península com águas calmas e tranquilas, uma pequena baía.

Produzido pelo homem a partir da década de 40, foram construídas pequenas enseadas, a preferida pelos frequentadores por sua sombra e água tranquila para o reduto dos veranistas e famílias com crianças.

A pequena praia está localizada na comunidade da Ponta da Barra, poucos metros do encontro da água do oceano atlântico com a lagoa Santo Antônio. Local de água rasa e de pouco movimento. As sombras dos pinheiros convidam o visitante para deixar a vida passar e os barcos de pesca e de turistas.

A praia tem 200 metros de extensão e não tem ondas. As crianças pequenas são os visitantes que mais apreciam o local, devido a tranquilidade da água.

Como chegar:

Pela SC-100, na localidade de Ponta da Barra, estrada geral para o mar, entrada à esquerda.

Praia dos Botos 

Localizada na margem norte do canal dos Molhes, suas águas tranquilas oferecem o espetáculo da pesca com auxílio dos botos.

Visitada por turistas para apreciar a beleza do local, construído na década de 40, para contribuir com a entrada de barcos na lagoa de Santa Antônio, um quebra-mar de pedras, com extensão de 1.5 km. Na temporada das baleias francas é um ótimo local para avistá-las.

Pescadores com redes e outros apetrechos frequentam o local em busca de peixe fresco nos rochedos.

Outros utilizam a enseada para tarrafear com os botos, os pescadores preparam suas tarrafas (uma espécie de rede circular, de mais ou menos 3 metros de diâmetro) e colocam-se à beira do canal, a pé ou de canoa, dependendo da maré.

Ao perceber a presença dos humanos, os golfinhos passam a cercar os cardumes que entram e saem da Lagoa, sobretudo as tainhas, e os afugentam na direção dos pescadores. Os peixes que escapam das redes viram presa fácil e vão parar no estômago dos botos.

Como chegar

No Mar Grosso, final da avenida Beira Mar (sentido norte-sul), ou final da rua Aderson Pinho Remor (rua dos Molhes) utilizando a avenida João Pinho.

Praia dos Molhes 

Dias de vento sul, as ondas são disputadas por surfistas. Boa ondulação é sinal de movimento na praia dos Molhes, localizada ao lado norte do quebra-mar, construído na década de 40, para amenizar os impactos das ondas na entrada da Boca da Barra. Os surfistas aproveitaram a estrutura para entrar e sair da praia com as pranchas utilizando as correntezas.

Como chegar

No Mar Grosso, final da avenida Beira Mar (sentido norte-sul), ou final da rua Aderson Pinho Remor (rua dos Molhes) utilizando a avenida João Pinho.

Praia do Mar Grosso

Maior praia de Laguna. Considerado um dos balneários mais frequentados no verão. Ultrapassa os 100 mil turistas nos meses da temporada. Região com infraestrutura de hotéis, restaurantes, supermercados e outros serviços.

Na extensão de sua orla tem calçadão e ciclovia que atrai esportistas, com 2,5 km de extensão.

Como chegar

Pela avenida João Marronzinho, atravessando a Rua Luiz Severino Duarte (Rua do Iró/ao lado do Laguna Tourist Hotel).

Praia do Iró

Quem chega em Laguna pelo Mar Grosso é presenteado pela mãe natureza. A praia do Iró, com suas pedras em tons avermelhados banhadas pelas ondas do oceano atlântico, deslumbra o olhar. O vai e vem do mar quebrando nas pedras vira atração.

Localizada ao norte de Laguna, a praia do Iró tornou-se muro natural entre a praia do Gi e Mar Grosso, costumeiramente, visitada por pescadores, coletores de mariscos, caminhantes e banhistas. A maré baixa forma piscinas naturais, uma alegria para crianças.

Como chegar: Pela praia do Mar Grosso, ao norte, com uma caminhada de 20 minutos.

Praia do Gi ou Jy

Ao norte, depois de uma caminhada de sete quilômetros, o costão forma pedras, destas, uma parece um machado de pedra (Jy) na língua tupi-guarani. A força natureza e ação do tempo originou o nome da praia.  A pedra mais tarde foi denominada do Frade, por parecer um padre franciscano.

São quilômetros de praia deserta.

Como chegar:

Pela Avenida João Marronzinho, ao final do último trevo, entrar à esquerda a poucos metros.

Praia Canto da Baleia/Cavalinho

Ao norte, depois da praia da Gi, o costão da Pedra do Frade, popularmente dividido em dois lados, o “canto da baleia” e o do “cavalinho”. Locais apreciados por surfistas e banhistas procuram proteção dos ventos. O canto da baleia costuma ser frequentado quando prevalece o vento nordeste, pois o morro “barra” o vento, já o outro quando tem o vento sul, preferência dos surfistas. São praias que costeiam o morro pelas pedras, formando um “canto” especialmente bonito.

As pedras do costão originaram o nome das suas pequenas praias.

A visão de cima do morro compensa qualquer distância. Rodeado por pedras e vegetação nativa, no local está a famosa Pedra do Frade. Um megalítico de nove metros de altura e cinco metros de diâmetro, suspenso sobre uma superfície inclinada que desafia a lei da gravidade.

De lá também é possível ver de perto a Ilha dos Lobos, local onde é possível chegar com embarcações.  Durante o percurso o turista encontrará grandes extensões de praias quase desertas. Vale a pena fazer o passeio e conhecer esses paraísos que Laguna oferece.

Como chegar:  De pé: caminhando pela praia do Gi, aproximadamente dez quilômetros.

De carro: siga pela avenida Colombo Machado Salles em direção ao sambódromo até a avenida João Marronzinho. À direita, placas de sinalização direcionam ao local. Indo pela praia do Mar Grosso, passando pelo Iró, o motorista será direcionado para o mesmo caminho. São cerca de 10 quilômetros até o Morro do Gi, indo pela praia ou por uma estrada de chão batido.

Praia do Sol 

Praia de grande extensão e tranquilidade. Clima calmo e agradável fazem dela uma boa opção para os que buscam paz e tranquilidade, seja para relaxar, tomar um refrescante banho de mar ou repor as energias. Originou de um empreendimento de loteamentos, denominado Praia do Sol.

Costuma receber um público variado, desde jovens a famílias com residências na região. Conta com uma grande faixa de areia dourada e batida, o mar é levemente agitado, apresentando boas ondas a maior parte do tempo.

No verão, é comum ver jovens jogando futebol e vôlei na areia, enquanto outros visitantes aproveitam para fazer uma caminhada.

Como chegar:

Pela BR 101, KM acesso por viaduto. São aproximadamente três quilômetros de estrada de chão. Ou no final da avenida João Marronzinho, à esquerda.

Praia de Itapirubá/Sul

Parte sul da praia pertence a Laguna. Região calma com poucas casas, com um costão para apreciar a paisagem. A origem de seu nome vem da língua tupi, falada pelos índios que habitavam o local. “ita” quer dizer “pedra” e o sufixo “uba” remete a “quantidade”. Itapirubá é uma praia cortada pela metade por um morro de pedras, que a divide entre dois municípios: Imbituba e Laguna. A praia é extensa e tranquila, própria para famílias. Em alguns pontos, onde o mar é mais agitado, também é favorável à prática de surf.

Como chegar:

Pela BR 101, km 300, estrada geral, ou pela Praia do Sol.