A Justiça catarinense nunca julgou tantos processos como no ano passado. Foram proferidas 848,6 mil decisões em todas as esferas do Poder Judiciário de Santa Catarina em 2018. É o maior volume registrado na série histórica do Tribunal, conforme dados divulgados, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Relatório Justiça em Números 2019.

A produção recorde coloca o TJSC na vice-liderança entre os tribunais estaduais de médio porte que mais julgaram no ano passado, com um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior. Só os julgamentos de 1º grau somaram 538.547 sentenças em 2018, uma marca inédita no Judiciário do Estado.

Os números coincidem com iniciativas da gestão para modernizar a Justiça de Santa Catarina. Há mais de um ano, o TJSC adotou o eproc, um sistema de movimentação processual criado pela Justiça Federal e cedido gratuitamente ao Tribunal catarinense, que oportuniza mais agilidade à tramitação de processos eletrônicos. Mais recentemente, o TJSC também passou a fazer uso da ferramenta de business intelligence, voltada ao gerenciamento e controle do grande volume de dados produzidos pelos vários setores do Judiciário, o que deve trazer reflexos positivos nos próximos relatórios do CNJ. “Elegemos como prioridade de gestão foco total na nossa atividade-fim, que é julgar. E os dados contidos no relatório que acaba de ser divulgado pelo CNJ consagram todo esse esforço de magistrados e servidores para dar mais agilidade à tramitação dos processos judiciais no âmbito do Poder Judiciário de Santa Catarina”, pontuou o presidente do TJSC, desembargador Rodrigo Collaço.

Outra iniciativa que contribuiu para acelerar ainda mais o andamento dos processos judiciais em Santa Catarina foi a adoção do Método de Triagem Complexa, baseado na Teoria Complexa do Direito. O método refere-se à associação de diversas técnicas para aperfeiçoamento da gestão de gabinetes judiciais. “Os dados são altamente gratificantes, pois estampam em números a prioridade ao primeiro grau e a incansável dedicação de magistrados e servidores”, destaca o corregedor-geral da Justiça, desembargador Henry Petry Junior.