O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, obteve na Justiça o direito a cumprir prisão domiciliar, em decorrência da epidemia de coronavírus. De acordo com um pedido enviado pela defesa a 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-parlamentar apresenta outros problema de saúde e teve contato com um médico que testou positivo para Covid-19.

A decisão da Juíza Gabriela Hardt determina que Cunha faça uso de tornozeleira eletrônica, e também deve entregar seu passaporte ao Poder Judiciário. Ele havia realizado uma cirurgia, e o médico que fez o procedimento apresentou sintomas gripais, testando positivo para a doença. Por conta disso, ainda no hospital, Cunha fez o exame para Covid-19 e aguarda resultado, que deve sair em até 48 horas.

De acordo com o advogado de Cunha, Délio Lins e Silva, o caso do cliente exige cuidados. “Ele tinha até o começo da semana duas prisões, uma na segunda instância, e outra em Curitiba. Mas as duas foram convertidas em domiciliar. Por ser idoso, hipertenso e ter feito cirurgia de hemorroidas faz parte do grupo de risco para coronavírus”, diz o defensor.

Eduardo Cunha deve ser solto assim que o Centro de Reclusão de Pinhais, no Paraná, for notificado da decisão. Ele deve ficar em casa, no Rio de Janeiro e não poderá deixar a residência sem autorização judicial.  

Em março de 2017, Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo então juiz Sergio Moro, em regime fechado, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press