Após passar por um momento difícil na vida, Charles Hammerton, de 25 anos, vendeu tudo o que tinha, pegou seu amigo furão e começou a viajar pelo mundo, sem destino certo. Em questão de meses, o ex-aviador perdeu o melhor amigo, a mãe biológica e depois a mãe adotiva.

Jan, a mãe, morreu em março de 2017, aos 53 anos, com uma doença do neurônio motor. Meses depois, o melhor amigo, Will Moss, morreu aos 22 anos por suspeita de overdose de drogas. No final do ano, a mãe adotiva, Samantha, teve um ataque cardíaco e não resistiu.

“Pensei em me matar algumas vezes porque não sabia como me virar. Foi horrível para mim, mas eu não queria entrar no buraco por causa de tudo”, disse Charles.

Morando em Arnold, Nottinghamshire, na Inglaterra, ele decidiu transformar sua vida para melhor. Primeiro deu as costas para uma carreira promissora, deixou o emprego e vendeu praticamente tudo o que tinha.

“Eu morava em um belo apartamento, tinha um bom emprego e três carros. Eu tinha muitas economias e tive a sorte de ser muito seguro”, lembrou. E fez uma descoberta: “eram apenas ‘coisas’ para mim e realmente não significavam nada”

Ele conseguiu levantar 15 mil libras – mais de 40 mil reais – para a viagem dos seus sonhos e em fevereiro de 2018 ganhou o mundo junto com Bandit, o furão.

As aventuras

De lá pra cá, os dois já passaram pela Holanda, Alemanha, Suécia, Noruega, França, Espanha, Itália, entre outros. O par inseparável passou por mais de 25 cidades em 11 países.

Neles, Charles tirou fotos animadas com seu mascote e começou a postar na página que tem no Facebook . É um hilariante álbum de férias, cheio de imagens Bandit posando em frente a marcos icônicos, como a Torre Eiffel, em Paris e o Coliseu, em Roma.

“Seguimos o sol em todo o mundo e acampamos sob as estrelas em lugares incríveis. Foi lindo e passei com meu melhor amigo. Viajar foi a experiência mais incrível da minha vida e foi completamente libertadora”, concluiu Charles Hammerton.

Hoje, a página dele no Instagram diz que o jovem tem um livro, é palestrante motivacional e professor. “Agora tenho menos dinheiro, mas sou muito mais rico como pessoa”, disse.