Karolina, a filha Helena e o irmão André, que conheceu há quase três anos

Desde a infância, a contadora Karolina Máximo, 25 anos, de Tubarão traz consigo o sentimento que falta um pedaço de si. Ainda criança a jovem teve conhecimento que além do irmão mais velho Fernando Costa Máximo, 35 anos, teve mais três irmãos, que foram para a adoção. São dois homens e uma mulher.

Ela conta que em 1985, a mãe Rosiléia Costa Máximo teve o primeiro filho em 1985. Pouco tempo depois se envolveu com Antônio Carlos Elias, o pai dos outros filhos que viriam a nascer posteriormente, inclusive, Karolina.

A primeira filha em comum do casal nasceu em 18 de novembro de 1987 e foi para adoção. O segundo filho de Rosiléia e Antônio também foi adotado, porém, a jovem conhece o irmão, Frank Campos, há alguns anos. Em outubro de 1994 nasceu Karolina e uma tia da menina convenceu Rosiléia e não entregar a filha para ser adotada. E por fim, o último filho do casal nasceu em 17 de julho de 1996.

Ela conta que até o ano passado não tinha muito contato com a mãe biológica. A jovem foi adotada aos 7 anos, pela tia Mariléia Máximo Balthazar, irmã de sua mãe, e José Ronaldo Balthazar. “Recentemente minha mãe biológica e eu voltamos a conversar. Pedi muito a ela que fosse no hospital e conseguisse todas as datas que teve os filhos. Com as informações fui no cartório e fiz uma pesquisa. Na data que o meu irmão nasceu havia dois registros, ambos de meninos. Um deles ‘batia’ exatamente com o horário que ele nasceu e o outro não tinha o horário. Peguei as duas certidões e fui atrás das pessoas nas redes e conversei com o menino, que tinha a hora exata e ele afirmou que não era adotado”, expõe.

Em seguida Karolina conseguiu contato com o segundo jovem que nasceu no dia 17 de julho de 1996, em Tubarão. “Ele contou que sempre teve uma suspeita, no entanto, os pais dele nunca admitiram que era adotado. Várias pessoas diziam que o garoto era adotado e ele não se via parecido com os pais. Pedi para conversar com os pais, porém eles continuam negando que o filho é adotado. Vamos fazer um exame de DNA, mas ainda não conseguimos. O meu ‘irmão’ mora em Florianópolis. Vou levar a minha mãe para fazermos esse exame. Temos uma grande semelhança”, afirma.

Apesar de todos os percalços, Karolina teve uma notícia boa. Além dos dois irmãos que foram adotados, a jovem possui mais um irmão pelo lado paterno. “Nos conhecemos há três anos e temos conversado bastante. Depois de conhecer esse irmão há indícios que tenho mais um por parte de pai. Estamos conversando e em breve faremos um teste”, pontua.

Além de todos os irmãos biológicos, Karolina que é filha adotiva de uma tia, tem mais dois primos que ela trata como irmãos. A jovem é casada e mãe de uma menina de quase 3 anos.

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