O que parecia ser uma novidade no caso do desaparecimento de Cristini de Jesus dos Passos, moradora do bairro Roça Grande, em Imbituba, acabou não se confirmando. A irmã da jovem desaparecida esteve em Palhoça, nesta segunda-feira (22), local onde encontraram o corpo de uma mulher, mas a familiar disse não ser de Cristini.

A jovem saiu de casa no dia 5 de abril, acompanhada de uma amiga que, segundo informações de conhecidos relatadas à família, a estava levando para uma festa e antes, iriam para a casa dela “se arrumar”.

À polícia, a amiga, disse que apenas havia dado uma carona para Cristini e a havia deixado no bairro de Vila Nova, nas imediações do Líder Atacadista (apenas referência), no acesso Sul para o Centro de Imbituba. Depois disso, Cristini não foi mais vista.

Ela sumiu apenas com a roupa que tinha no corpo e deixou para trás inclusive o celular.

Os familiares foram até a delegacia e registraram um boletim de ocorrência. A família procurou por ela no Hospital São Camilo, em hospitais da região e em diversos outros pontos da cidade de Imbituba.

A jovem desaparecida, de 23 anos, morava com a mãe, até uma semana antes do desaparecimento, e havia se mudado há pouco para a casa onde ficaram os dois filhos pequenos, um com 7 anos e outro menor, de apenas 3 anos e meio, aos cuidados de uma segunda amiga.

Preocupada, a irmã, Giseli, disse ao Portal AHora, que até o momento não teve nenhuma informação sobre o paradeiro dela, cujo o desaparecimento completa nesta terça-feira, 18 dias.

Amiga é presa em operação

A Polícia Civil de Imbituba investiga o caso. Na última quarta-feira, dia 17, em um operação visando coibir o tráfico de drogas, policiais civis e a Polícia Militar prenderam a tal amiga, C.G.M., de 33 anos, que foi detida com drogas e acusada de associação ao tráfico. Natural de Tubarão, ela foi presa em flagrante.

Segundo o que a amiga, presa na Operação, disse à polícia, Cristini pediu apenas uma carona até o bairro Vila Nova, versão que a irmã não acredita ser verdadeira.

“Ela saiu de casa para ir à tal casa da amiga de moto, arrumar-se, nisso sim eu acredito, só não entendo porque sair dessa forma e deixar o celular e ainda deixar os filhos com estranhos?”, declarou Giseli. 

O delegado Juliano Baesso, responsável pelo caso, disse que o inquérito corre em sigilo e até o momento não há nada de concreto sobre o paradeiro da jovem desaparecida.

“Temos apenas indícios que não chegaram a serem confirmados”, de até o momento, não podemos afirmar nada”, declarou o delegado responsável pelo caso.