Amanda Menger
Tubarão

O processo pela ocupação de uma Área de Proteção Permanente (APP) no bairro São Martinho, em Tubarão, conhecido como Jardim Taitu, arrasta-se na justiça há mais de cinco anos. O caso deve ter novidades hoje. A promotoria de meio ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) realiza uma audiência com representantes da secretaria de planejamento e departamento de meio ambiente da prefeitura de Tubarão.
“O objetivo é cobrar ações práticas dos órgãos responsáveis”, afirma o arquiteto Flávio Alípio, um dos representantes da comunidade.

O loteamento começou a ser habitado em 1980, com o projeto aprovado pela prefeitura. Porém, uma lei de 1979 impede a construção de moradias em APPs. A região é conhecida atualmente pelos problemas sociais e ambientais. Como uma forma de tentar amenizar a situação, Flávio e o também arquiteto Maikon Luiz da Silva, apresentaram como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) projetos de urbanização da comunidade. As propostas foram anexadas ao processo do MPE e algumas sugestões poderão ser colocadas em prática.

Na última semana, os dois arquitetos, apresentaram os projetos a representantes da secretaria de planejamento e departamento de meio ambiente da prefeitura. “Os participantes do encontro gostaram das sugestões de urbanização. Acredito que agora vamos para uma nova fase: a de concretizar as ações”, avalia Flávio.