Para seguir ao plenário, texto precisa ser aprovado nesta tarde.

Willian Reis
Laguna

O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar denúncias envolvendo o prefeito de Laguna, Mauro Candemil (PMDB), será colocado em votação hoje à tarde. Os membros da CPI se reúnem na Câmara a partir das 16 horas para decidir se aprovam ou não o texto do relator da comissão, o vereador Rodrigo Moraes (PR).

De acordo com o presidente da CPI, o vereador Rhoomening Souza Rodrigues (PSDB), o documento foi protocolado na última sexta-feira. Entre as conclusões da comissão, estão advertências a serem feitas ao Executivo, solicitando regularização em alguns contratos.

Durante esta fase inicial, a comissão não chegou a ouvir nenhum dos envolvidos. O trabalho de investigação se concentrou na análise dos papéis solicitados à prefeitura. São, ao todo, 571 laudas de documentos. “É um número significativo de documentação. O relator pode pedir mais elementos, mas temos uma quantidade robusta de documento. Acredito que consigamos dar continuidade com o que temos”, afirma Moraes.

O texto ficou pronto antes do prazo, que encerra no dia 23. “Nesta fase não foi preciso ouvir ninguém, já que a prefeitura entregou todos os documentos solicitados”, diz Rodrigues.

Caso seja aprovado na CPI, o relatório segue para o plenário, onde os vereadores podem, por exemplo, votar pelo arquivamento ou aprová-lo, dando início à instauração de uma Comissão Processante. Nessa fase, pode ocorrer o afastamento provisório do prefeito.

Em sua defesa, prefeito classificou CPI como golpe
Em coletiva, Candemil defendeu-se das acusações dizendo que a CPI era um golpe para tirá-lo do poder.
A CPI foi instaurada no fim de março, após aprovação de requerimento do vereador Osmar Vieira (PSDB) com denúncias divididas em seis partes. Quatro se referem a supostas irregularidades em aditivos de contratos firmados pelo município.
Outro ponto questiona a forma do pagamento de obras. O último item do requerimento pede apuração de denúncia oferecida por uma servidora pública estadual ao Ministério Público.