Moradores não querem a instalação da nova torre de telefonia celular na comunidade de Jardim Juliana. O Ministério público foi acionado. Contudo, a obra tem autorização da prefeitura para ser feita.
Moradores não querem a instalação da nova torre de telefonia celular na comunidade de Jardim Juliana. O Ministério público foi acionado. Contudo, a obra tem autorização da prefeitura para ser feita.

Karen Novochadlo
Laguna

A instalação de antenas, principalmente para a telefonia móvel, sempre desperta preocupação e indignação da população, especialmente de quem será vizinho do equipamento. A maioria tem medo da radiação gerada pela antena, mesmo que, cientificamente, não exista qualquer estudo que confirme que as ondas emitidas possam causar doenças como o câncer, por exemplo.

Em Laguna, moradores da comunidade Jardim Juliana, no bairro Cabeçuda, vivem este problema. Uma nova torre de telefonia celular, da empresa Tim, é instalada na rua João de Souza Gomes, contra a vontade dos habitantes. O presidente da Associação de Moradores local, José Cardoso Duarte, procurou o Ministério Público (MP) a fim de tentar barrar a edificação do equipamento.
“O MP precisa emitir uma autorização para a obra. Mas a empresa não tem este documento”, afirma José Duarte. Apesar disso, a empresa possui autorização da prefeitura para instalar o equipamento no local. “É uma torre de 70 metros. Já pensou se um vento a derruba e ela cai em cima de uma casa?”, questiona o morador Ronaldo Martins.

Empresa afirma que a torre está dentro das normas

A construção da torre para telefonia celular na rua João de Souza Gomes, na comunidade do Jardim Juliana, no Bairro Cabeçuda, em Laguna, tem gerado polêmica. A maioria dos moradores é contrária a instalação do equipamento.
Em nota, a operadora Tim, responsável pela obra, explica que adota todos os cuidados necessários para a implantação das torres. A empresa informa que todos os equipamentos são dimensionados e fabricados conforme as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A instalação também é feita por profissionais capacitados.
Inclusive, destaca a Tim, na nota, a empresa possui, desde 2004, no mesmo endereço, um outra torre de telefonia celular. A que é erguida agora irá substituir a já existente. Assim que a obra estiver pronta e os equipamentos instalados, a antiga será desmontada e removida.

A torre pode ocasionar câncer?

Ainda não há estudos concluídos que apontem que uma torre de telefonia celular seja capaz de provocar câncer. “O que existem são especulações”, afirma a oncologista Caroline Quaresimi, do Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão. Segundo ela, existem estudos em andamento, em várias universidades e outras instituições do mundo, mas nada definitivo por enquanto.