Wagner da Silva
Braço do Norte

A reunião do conselho de desenvolvimento regional em Braço do Norte não priorizou somente a análise e aprovação de projetos. Desta vez, os representantes aproveitaram o desconto para debater o que a maioria considera um problema no Vale: a instalação da Indústria Fosfateira Catarinense (IFC) em Anitápolis. Sob o controle de duas multinacionais, a americana Bunge e a norueguesa Yara, a IFC explorará durante 33 anos uma mina de fosfato no município serrano. Era esperada a participação do presidente da Fatma, Murilo Xavier Flores, na reunião. Mas a visita foi cancelada. Caberia a ele explicar as precauções da fundação a fim de evitar a degradação do meio ambiente.

Conforme o prefeito de Santa Rosa de Lima, Celso Heidemann (PP), uma reunião entre os prefeitos da Amurel, esta sim com a participação de Flores e o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), será agendada em breve. “Prefeitos e uma pessoa da área ambiental de cada município serão convidados a participarem do encontro”, confirma. No encontro, o empresário e membro do conselho, Elton Heidemann, de Braço do Norte, expôs os problemas que a atividade poderá trazer para a região do Vale, de Tubarão e de Laguna.

“Tenho minha opinião e não estou aqui para mudar a ideologia de ninguém. Apenas espero que esta questão seja melhor discutida para que as os reflexos não impactem sobre as gerações futuras”, destaca Heidemann.
O conselheiro de Rio Fortuna Luiz César propôs a criação de um comitê na Amurel para analisar a questão da fosfateira. A proposta foi aceita pelo secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha (PSDB). O grupo deverá ser organizado após a reunião prevista com o governador.