A polêmica envolvendo denúncias de assédio sexual contra um professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) não parou nos boletins de ocorrência registrados por dez alunas na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (Dpcami) de Florianópolis.

Uma estudante registrou ocorrência por estupro contra o mesmo professor do Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed). O caso foi investigado pela Dpcami de Palhoça, uma vez que o crime teria ocorrido na comarca da Grande Florianópolis.

O inquérito que investiga a denúncia de estupro já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Desde que virou processo, o caso corre em segredo de justiça, o que indica que houve indiciamento por crime.

Porém, como está em sigilo, a advogada da vítima, Daniela Felix, não pode revelar quais foram as conclusões do delegado. A defensora disse apenas que o MP já está apto para fazer sua representação seja ela por oferecer denúncia contra o professor, pedir arquivamento ou novas diligências.

Com relação ao inquérito que investigou as denúncias de assédio sexual de dez alunas, na Dpcami de Florianópolis, o delegado Paulo de Deus indiciou o professor por “perturbação da tranquilidade”.

O fato de a autoridade policial não ter considerado crime de assédio gerou repercussão entre as vítimas que protestaram na universidade e nas ruas da Capital. A vereadora Carla Ayres também abraçou a causa das estudantes e protocolou uma nota de repúdio ao delegado na Câmara Municipal de Florianópolis.