A atividade realizada pela equipe é pioneira na região  -  Jailson Vieira/Notisul
A atividade realizada pela equipe é pioneira na região - Jailson Vieira/Notisul

Capivari de Baixo

 

A inclusão de crianças e jovens com alguma deficiência nas escolas regulares aumentou nos últimos anos, isso é fato, mas ainda são grandes os desafios de preparar os professores para mantê-los na sala de aula com os demais colegas, e de receber essas pessoas que por mais que se trabalhe a favor, ainda estão excluídas.

Em Capivari de Baixo, há quase três anos existe o Serviço de Atendimento e Avaliação Diagnóstica (Saad), o qual oferece um trabalho especializado na área da inclusão e que atua com atendimento psicológico e psicopedagógico. O trabalho é realizado por profissionais da prefeitura e não apresenta custos para a família. A forma de atendimento é no contraturno da escola regular. 

De acordo com a coordenadora, Marli dos Santos, a Deda, o mais importante neste trabalho é o acolhimento. A atividade realizada pela coordenadora, psicóloga Renata de Oliveira e as psicopedagogas, Carla Costa e Ana Paula dos Santos é pioneira na região.

 “Cada indivíduo tem a sua particularidade. Enquanto os representantes das escolas dizerem que não estão preparados muitos desses alunos deixarão de ser atendidos, mas quando se tem boa vontade e esses profissionais se dispõem a aprender, a estudar tudo fica mais fácil. E é para isso que trabalhamos no Saad’, explica Deda.

Conforme a educadora, o mais importante para uma criança com deficiência não é aprender o mesmo conteúdo que os demais, entretanto ter a possibilidade de entender e aprender a colaborar, ter autonomia, governar a si próprio, ter livre expressão de ideias e ver o esforço pelo que consegue criar ser recompensado e reconhecido.

“A escola é a instituição responsável por introduzir a criança na vida pública. E não se pode dizer que esse aqui vai ser introduzido na vida pública e esse não. Todos têm capacidade”, assegura a educadora. A família tem papel fundamental nesse processo.