Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira no momento da posse, neste sábado, em Florianópolis.
Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira no momento da posse, neste sábado, em Florianópolis.

Florianópolis


Mais de duas mil pessoas acompanharam, neste sábado, as cerimônias de posse do governador eleito Raimundo Colombo (DEM) e do vice, Eduardo Pinho Moreira (PMDB).


Emocionado, Colombo enfatizou a aproximação que o poder público estadual deve ter com os catarinenses. “Preciso de apoio, críticas, compreensão. Até de indignação, quando for o caso, pois quero ser alertado para os erros, a fim de corrigí-los”, convocou.


Ponderado, o governador ainda alertou que o programa de governo não é um catálogo de promessas, mas um compromisso de atingir grandes metas e trabalhar dia e noite, para encurtar o tempo e reduzir as distâncias para abranger o maior número de catarinenses em cada ação do governo estadual.


Como prioridade, Colombo reafirmou ser a saúde, mas não deixou de pontuar os compromissos assumidos com a segurança. “Segurança pública será uma meta de qualidade de vida”, afirmou.


A expansão e a melhoria da educação também serão pontos de atenção no governo Colombo. Ele ousou em definir, como meta da área, que “nenhum catarinense, por mais pobre ou onde quer que resida, interromperá sua formação por falta de meios e oportunidades de aprendizagens”.

 

Dilma Rousseff, a presidenta do Brasil

Em uma festa emocionante, Dilma Rousseff  (PT) recebeu das mãos do agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a faixa verde e amarela, símbolo da democracia brasileira. Contida, mas sem conseguir segurar as discretas lágrimas, ela reafirmou o compromisso de combater a miséria e erradicar a pobreza.


Dilma falou também em mudanças no sistema de impostos e fez um aceno à oposição: “A partir deste momento, sou a presidenta de todos os brasileiros”. A presidenta prometeu ainda melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança. Logo após a cerimônia, Lula seguiu para São Paulo, onde visitou ex-vice-presidente, José Alencar, que acompanhou a posse pela televisão. De lá, ele foi para São Bernardo do Campo, local que considera sua verdadeira casa.


“Volto para casa com a cabeça erguida e a sensação de dever cumprido. Durante muitas décadas eu fui vítima de preconceito, e de muito preconceito”, discursou ao chegar em uma festa preparada exclusivamente para ele.


O ex-presidente afirmou que, após oito anos de governo, quer descansar por 20 dias para pensar no que quer fazer. “Mas isso não significa que saio da política”, anunciou, ao lembrar que as últimas semanas foram “sofridas e de muita choradeira”.