Infectologista explica porque primeiro exame de detecção de coronavírus dá negativo e o segundo positivo

Essa dúvida faz bastante gente questionar a veracidade das informações repassadas pelos órgãos de saúde.

Muitos pacientes graves com suspeita de coronavírus fazem o primeiro exame para detectar o vírus e dá negativo e o segundo exame o resultado é positivo. Essa dúvida faz bastante gente questionar a veracidade das informações repassadas pelos órgãos de saúde.

Os exames realizados no Brasil é pelo método PCR  e há duas formas de fazer a coleta de material dos pacientes: a mais simples e comum é coletar secreção do nariz e garganta ou em situações graves a secreção é retirada do pulmão, nestes casos o paciente já está na UTI entubado.

De acordo com Roberto Teixeira Oenning, infectologista do Hospital Unimed e São José em Criciúma, o PCR pode ser aplicado para detectar qualquer tipo de vírus, mas é preciso levar em consideração uma série de fatores.

“Se o paciente coleta material do nariz e boca em um período de 7 dias após contrair o vírus o teste vai dar positivo. Se ele fizer esse tipo de coleta muito tempo depois deste período o exame é mais provável dê negativo porque organismo já desceu para o pulmão por meio das vias respiratórias”, explica.

Roberto explica que há pacientes que têm o vírus e não apresentam sintomas, outros têm o vírus e têm sintomas. E há casos em que os pacientes apresentam sérias complicações, ficam internados e alguns vão para a UTI porque precisam de ventilação mecânica para ajudar o pulmão e ficam entubados.

“Nestes pacientes internados na UTI os exames são feitos por meio dos tubos e a secreção é retirada do pulmão. Neste processo é menos provável que dê negativo.