Wagner da Silva
Braço do Norte

Mesmo com a ausência já confirmada dos técnicos da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), diversos grupos da Amurel e municípios da Encosta da Serra Geral mobilizam-se e partem, em uma caravana, para participarem da audiência pública na assembleia legislativa sobre a exploração de fosfato em Anitápolis.

O evento, marcado para 16 horas e solicitado pelo presidente da comissão de turismo e meio ambiente, deputado Décio Góes (PT), debaterá o projeto de implantação da empresa e os riscos que o empreendimento pode oferecer para as duas regiões.
Décio Góes chama a atenção para a pouca informação repassada aos municípios. “O trabalho de anos da região, voltada ao turismo e ao cultivo de produtos agroecológicos, poderá estar em xeque. A exploração de fosfato é uma contradição no governo, especialmente quando se diz trabalhar com o desenvolvimento sustentável”, opina.

O presidente da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Murilo Xavier Flores, tentou protelar a audiência por conta da ausência dos técnicos que analisaram o Estudo de Impactos Ambientais e o Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA). De qualquer forma, confirmou a presença na reunião.
A assessoria de imprensa da IFC informou que também solicitou a prorrogação da data para que os técnicos pudessem participar. Confirme o disposto no comunicado, os técnicos que estiveram à frente do projeto têm compromissos que não podem ser adiados.