Cíntia Abreu
Imbituba

Há mais de uma ano, vários empresários tentam instalar-se no condomínio industrial de Imbituba. Nenhum conseguiu até hoje. O motivo do impedimento? Ninguém sabe exatamente. Tanto é que a câmara de vereadores pediu esclarecimentos sobre o projeto, que já está aprovado, mas nunca saiu do papel. O secretário de desenvolvimento econômico e turismo da prefeitura de Imbituba, Clésio Costa, explica que o projeto de implantação tem uma licença ambiental provisória da Fatma, mas necessita de um documento, também deste teor, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Somente após isso é que se poderá dar continuidade à habilitação das empresas. “O órgão (Iphan) solicitou um estudo para sanar a dúvida se há, ou não, um sítio arqueológico no local. A pesquisa é realizada por uma arqueóloga de Tubarão”, explica Clésio.
A boa notícia, continua o secretário, é que o laudo deverá ficar pronto em aproximadamente duas semanas. Com isso, as empresas que já possuem a documentação para instalação poderão, enfim, ocupar os seus espaços.

Em Jaguaruna, área já está disponível

Jaguaruna começa a despertar o interesse de várias empresas do estado e do país. Assim como Imbituba, a cidade saiu na frente e tratou logo de providenciar uma área especificamente industrial. A ideia é aproveitar ao máximo as obras de logística e infraestrutura que começam a se concretizar na região.

No momento, as empresas com interesse de investir em Jaguaruna devem efetuar o cadastro junto à prefeitura. Porém, devem atentar aos prazos. Após a liberação da documentação, as empresas têm seis meses para se instalar.
Até o momento, sete empresas cadastraram-se. Paralelamente, comemora a diretora de indústria e comércio da prefeitura, Maria Ângela Perito Schmitz, várias outras analisam a possibilidade de expandirem os seus negócios no município. Um exemplo é a Unibras, de Capivari de Baixo. Especializada em artefatos para construção civil, a empresa já avalia o futuro investimento em Jaguaruna.

Em Tubarão, o condomínio industrial do município será construído em parceria com a Tractebel Energia, às margens da BR-101. O terreno tem 60 hectares e fica na divisa da cidade com Capivari de Baixo. No entanto, a Tractebel ainda não definiu o espaço que será destinado à prefeitura.
Com a área definida, a prefeitura buscará as licenças ambientais. A terceira fase do projeto compreende as obras de infraestrutura, com a instalação das redes de água, luz, esgoto, drenagem, telefone e a pavimentação das ruas.