Karen Novochadlo
Tubarão

Como serão os horários do comércio de Tubarão para 2011? Gestores dos sindicatos dos Lojistas (Sindilojas) e dos Comerciários reuniram-se ontem para discutir este assunto e também o reajuste salarial da categoria. O resultado já era o esperado: as partes não chegaram a um acordo sobre as duas pautas.

O Sindicato dos Comerciários propuseram um reajuste de 7% no piso da categoria. Com isso, o salário passaria de R$647,00 para R$ 699,00. Para os trabalhadores que recebem um valor acima do piso, o aumento seria de 6%. A contraproposta do Sindilojas foi de reajuste de 5,3%, o mesmo percentual da inflação no período (o piso passaria para R$ 682,00).

“Não aceitamos e não houve um acordo com as lojas”, reforça o diretor do Sindicato dos Comerciários, Ricardo Alves de Sousa. Sem entendimento, a questão do expediente do comércio em 2011, nem foi levada adiante.

O Sindilojas propõe que as lojas tenham um horário expandido em alguns dias. Um exemplo é a realização de seis feirões no ano onde o comércio abriria na sexta-feira, até as 22 horas, e no sábado das 9 às 17 horas.

Além disso, quando houver o evento Sábado é o Dia D, as lojas abririam nas sextas, até as 22 horas. Outro ponto é abrir o comércio na segunda e terça-feira e de Carnaval e iniciar o horário especial de Natal mais cedo: dia 2 de dezembro.

Os comerciários não aceitam nenhuma das cláusulas apresentadas pelos lojistas. Conforme Ricardo, não será feita mais nenhuma reunião para deliberar os assuntos. “Vamos entrar entrar com uma ação na justiça do trabalho para contestar a questão do reajuste e do absurdo horário proposto para 2011”, resume o diretor.

O presidente interino do Sindilojas, Fernando Nandi, não quis se manifestar sobre o assunto.

Proposta
O sindilojas propõe que o comércio abra em outros horários de funcionamento:
• Segunda e terça-feira de Carnaval;
• Sextas-feiras antes do Sábado é o Dia D até as 22 horas;
• Realização de seis feirões no ano, com data a escolher, além do Sábado é o Dia D.

Opinião do consumidor
Os consumidores são os maiores interessados quando o assunto é o comércio. Um horário expandido pode significar mais tempo para realizar as compras, especialmente no fim de ano.

A aposentada Neuza Chisi Bossle, 66 anos, é indiferente no que diz respeito a abertura das lojas em um período maior. “Os lojistas e os comerciários que têm de entrar em um acordo. O que tem de ser feito é uma pesquisa de mercado para ver se é preciso. Eu não tenho essa necessidade. Mas quem sabe para as pessoas que trabalham seja bom”, opina Neuza.

Já a manicure Viviane Regis, 33 anos, acredita que as pessoas têm que se adaptar ao horário do comércio e lembra que algumas lojas funcionam durante o intervalo do almoço. “Acho que com um horário expandido não é bom negócio. Os funcionários vão trabalhar cansados e atenderão mal o cliente”, avalia Viviane.