Carolina Carradore
Sangão

Agora é oficial: os municípios da região terão que ‘rebolar’ para dar conta da manutenção da iluminação pública. A Celesc encaminhou um ofício aos prefeitos informando o desinteresse na prestação de serviço. “Nossa prioridade é recuperar o sistema. Não estávamos conseguindo atender todos os pedidos, por isso, abrimos mãos dessa manutenção”, informa o gerente regional da Celesc em Tubarão, Gerson da Silva Bittencourt.

A decisão da Celesc não agradou alguns prefeitos, que terão que lançar licitações para poder contratar empresas terceirizadas. Um custo maior, segundo os gestores. Um exemplo é da prefeitura de Sangão, que deve lançar o edital no próximo mês.

Enquanto isso, segundo o prefeito Antônio Mauro (PSDB), a cidade está ‘no escuro’. “Sangão está um caos. As ruas estão escuras, pois a Celesc se nega em prestar qualquer atendimento”, lamenta. Antônio Mauro ressalta que o cenário na cidade é de lâmpadas queimadas, quebradas e postes sem iluminação. “Isso gera um clima de insegurança à população, que tem medo de andar nas ruas”, dispara.

O prefeito de Sangão já contabiliza um custo maior aos cofres públicos. Em Jaguaruna, o problema de manutenção na iluminação pública deve ser solucionado segunda-feira, data em que inicia os trabalhos da empresa vencedora da licitação. Tubarão, Capivari de Baixo, Garopaba e Laguna também encamparam o serviço recentemente. Todos tiveram como alternativa contratar serviço terceirizado.

Saiba mais

A Celesc tinha um convênio firmado com as prefeituras da região para a realização da manutenção da iluminação pública. A prefeitura arcava com os custos de horas trabalhadas pelos eletricistas e com o material utilizado. Porém, segundo o gerente regional da Celesc, Gerson da Silva Bittencourt, há uma prerrogativa no convênio dando autonomia à Celesc deixar o serviço a qualquer momento. Gerson ressalta que o órgão já conseguia mais atender a demanda.

“Eu não tinha uma equipe específica para isso, usava a equipe de plantão, que só atendia quando tinha uma folha. Além disso, era obrigada a colocar a caminhonete pesada na estrada e isto estava depreciando veículo”, argumenta. Por conta de todos os problemas, Gerson enviou uma carta às prefeituras, estipulando um prazo de 30 dias para que elas pudessem encampar a conservação da iluminação pública.