Um idoso de 95 anos fez um esforço imenso para protestar contra o racismo, após o atentado a duas mesquitas na cidade Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 50 mortos.

John Sato pegou quatro ônibus para ir até um protesto em apoio à comunidade muçulmana, feito na semana passada na Nova Zelândia.

“Foi uma grande tragédia, mas há um outro lado. Isso uniu as pessoas, independente da raça. Elas começaram a perceber que somos todos um só, precisamos cuidar uns dos outros”, disse o veterano da 2ª Guerra Mundial à rádio RZN.

Sato falou que é importante cuidar das outras pessoas, independentemente da etnia, e tenta ser otimista.

O idoso contou não está mais acostumado ao “mundo moderno” e que raramente sai de seu bairro. Porém, os crimes de ódio que ocorreram em 15 de Março lhe tiraram o sono.

“Fiquei acordado a noite inteira e não durmo bem desde então. Achei triste demais. Você consegue sentir o sofrimento de outras pessoas”, disse na entrevista.

A viagem

Em meio a vigílias por todo o país, Sato decidiu ir à mesquita mais próxima de sua casa, que de acordo com a CNN, fica a 15 minutos de ônibus.

Em seguida, ele foi para a grande manifestação, a 50 minutos de distância.

O trajeto foi completado após um total de quatro viagens de ônibus e com o apoio de outros passageiros.

A polícia local ofereceu água e uma carona de volta para casa.

John Sato é viúvo e perdeu a única filha no ano passado.

Ele diz que é euro-asiático, já que sua mãe era escocesa e o pai japonês.

Um dos principais suspeitos de ter realizado o ataque era simpatizante da extrema-direta e anti-imigração.