Orleans

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE anunciou por meio de nota, o fim das atividades da agência localizada em Orleans. Neste sexta-feira, será o último dia de funcionamento. Com isso, Orleans, Lauro Müller e Urussanga passam a integrar a jurisdição da agência de Criciúma, enquanto Braço do Norte, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima e São Ludgero ficam sob responsabilidade da agência de Tubarão.

As mudanças fazem parte do Projeto Rede em Santa Catarina e não  comprometem as pesquisas realizadas pelo IBGE nos municípios citados. “Os levantamentos estatísticos continuarão a ser realizados normalmente, a única mudança será a inexistência de unidade física em Orleans, porém o serviço de atendimento, seja presencial, por telefone ou correspondência eletrônica, continuará a ser prestado a todo e qualquer cidadão através das agências em funcionamento”, destaca  o chefe da agência de Orleans, Patrik Dagostim Costa.

Em relação ao quadro atual de agências catarinenses, a proposta do Projete Rede é de extinção de seis agências e criação de seis novas. Além do fechamento da agência de Orleans já está prevista para abril a abertura de agência em São José, na Grande Florianópolis.

Atualmente, 16 municípios da grande Florianópolis são atendidos apenas pela agência da Capital, que tem no seu quadro seis servidores efetivos e 79 contratados. Com agência em São José, busca-se adequar o quadro de servidores, distribuir de forma eficiente os municípios atendidos e diminuir o tempo de deslocamento entre a sede da agência e a área de trabalho.

O primeiro passo do Projeto Rede, a nível nacional, foi analisar a distribuição das agências e a sua jurisdição, ou seja, os municípios que estão sob sua responsabilidade. Concluiu-se, como previsto, que a maioria das agências está localizada de forma adequada, mas existe um certo número delas que precisa ser readequado. Em alguns Estados, há excesso de agências; em outros, é preciso a criação de novas.

Para realizar essas análises e orientar as decisões em relação à Rede, foram estabelecidos critérios estruturais objetivos, como a população atendida, o número de empresas da área de jurisdição, o tamanho do próprio território, a densidade demográfica, o número de municípios sob responsabilidade de cada agência, entre outros. Tais critérios partiram do próprio trabalho do IBGE, sobretudo do estudo “Regiões de influência das cidades”, da Coordenação de Geografia. Eles foram aplicados ao território nacional e levaram a uma nova proposta de configuração da Rede.

Desde 2015, o IBGE avalia adequar a estrutura de agências à nova realidade territorial e populacional do país, a partir de mudanças econômicas e sociais que se verificaram ao longo dos anos. O Projeto Rede prevê um redesenho institucional da rede de coleta do IBGE, observando suas diferentes características, necessidades de recursos, distribuição no território e estratégias que são necessárias para que ela possa ser a mais eficiente possível.

Constatou-se que há agências muito próximas umas das outras, e há casos de disparidade na distribuição do volume de trabalho, que fica muito reduzido em algumas unidades e concentrado demais em outras.