Santiago, Chile

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reafirmou ontem na cúpula extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no Chile, sua denúncia de que a crise que afeta a Bolívia é fruto de uma conspiração “do governo imperialista” dos Estados Unidos.

Os conflitos entre partidários e opositores ao governo do presidente Evo Morales já resultaram em 30 mortos e 45 feridos. Desde semana passada, os confrontos intensificaram-se nos cinco departamentos governados pela oposição. Prédios públicos foram incendiados, estradas bloqueadas e houve choques entre soldados e manifestantes.

“Na Bolívia, está em andamento uma conspiração internacional, organizada e dirigida pelo império americano, tal como ocorreu aqui, no Chile”, afirmou Chávez ao chegar à capital chilena para participar da reunião na qual o bloco regional deverá propor um plano para solucionar a crise do país andino. “A mesma coisa ocorreu comigo há seis anos”, disse, em referência à tentativa de golpe que sofreu em 2002.

A primeira cúpula do bloco desde sua constituição, há quatro meses, tem como objetivo buscar uma saída à crise política na Bolívia.
Além de Morales e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também participam do encontro representantes da Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.