Copenhague (Dinamarca)

O Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, quebrou o protocolo para realizar o último desejo de Carsten Flemming Hansen, de 75 anos, paciente em situação terminal internado com um aneurisma na aorta e hemorragia interna. Sem opções de tratamento, os médicos previram que Hansen morreria em dias ou horas e garantiram uma morte “digna”, servindo um cigarro e uma taça de vinho.

Pelas regras do hospital, o fumo é proibido, mas as enfermeiras que tratavam de Hansen decidiram desafiar as normas e levaram o paciente numa cadeira de rodas até uma varanda. Lá, ele realizou seu último desejo de fumar um cigarro e beber uma taça de vinho branco gelado, enquanto observava o pôr do Sol.

“Era o fim que ele queria. Não houve tempo para pensar, era apenas comprar o que ele pedia”, disse Inge Pia Christensen, diretora de enfermagem no Aarhus, em entrevista à imprensa local.

O fato foi registrado pela página do hospital no Facebook na última sexta-feira, dia em que Hansen faleceu, e teve mais de 70 mil curtidas e quase 5 mil compartilhamentos. De acordo com as enfermeiras, a família concordou que numa situação como essa os últimos desejos eram mais importantes que qualquer tipo de tratamento.

“As enfermeiras optaram por quebrar as regras num gesto de humanidade. Mostraram uma grande empatia e ternura por meu pai. É tudo o que representa esse gesto. Significou muito para nós da família que pudéssemos ver realizado o seu último desejo”, disse Mette Oro Bech Demuth, filha de Hansen.

O chefe de comunicação do hospital, Lars Elgard Pedersen informou que a decisão de compartilhar esse momento íntimo em redes sociais foi discutida com a família, que concordou.

Foto: Divulgação/Portal Notisul
Fonte: O Globo