A Casa de Saúde do Rio Maina, em Criciúma, está de portas fechadas. A decisão foi tomada pelo Instituto de Saúde e Educação Vida – ISEV, responsável pela gestão do local, depois da última greve de trabalhadores. Os 13 pacientes que estavam internados foram encaminhados a outros locais ou voltaram para casa. Funcionários ainda não receberam, e o sindicato estima uma dívida trabalhista de R$ 2 milhões.

Na próxima quarta-feira, um representante do ISEv vai se reunir com os 30 funcionários e encaminhar as rescisões, para que eles possam acessar o seguro-desemprego. O presidente do ISEV, Juarez Ramos, explica que o déficit mensal estava em R$ 60 mil, o que tornou o negócio inviável.

O ISEV assumiu a Casa de Saúde em 2014, na época com cerca de 100 pacientes internados, sendo a maioria via Sistema Único de Saúde. O repasse, que era de R$ 150 ao dia por paciente, foi reduzido para R$ 49,90 em 2016, o que levou a entidade a se descredenciar do SUS no ano seguinte.

“Imagina R$ 49 para manter comida, quatro a cinco refeições ao dia, cama, mesa, roupas, medicação, equipe de médicos e enfermagem, incluindo a folha dos demais funcionários”, explica Ramos.

Com a redução, de 120 funcionários o local ficou com somente 30. No último ano, os atendimentos ficaram restritos a convênio com prefeituras, particulares ou via plano de saúde. A direção do ISEV diz que está calculando a dívida trabalhista, porém o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região – Sindisaúde estima que o valor seja em torno de R$ 2 milhões.