O hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro (RJ), é o primeiro do estado a utilizar a técnica da pele de tilápia para tratar queimaduras dos pacientes. O método foi desenvolvido por alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com o hospital Souza Aguiar, duas pacientes de queimaduras foram tratadas com a pele de tilápia, e apresentaram cicatrização mais rápida e menos dor. Conforme a cirurgiã plástica Irene Daher, do Centro de Queimados do hospital, a pele da tilápia é um curativo biológico que tem apresentado resultados terapêuticos melhores até do que a pele do cadáver.

“O material é hidratado e aplicado diretamente sobre as queimaduras, sem a necessidade de pomadas ou outros insumos. Conforme as lesões vão cicatrizando, a pele de tilápia vai se soltando. Os pacientes relatam coceira neste período final, o que é uma reação típica do processo de cicatrização”, explica profissional da saúde.

Preparo da pele de tilápia

Para ser utilizada, a pele da tilápia passa por um processo de preparo e desinfecção que inclui exposição a raios gama: a radiação. 

Além disso, a pele é considerada resistente, elástica e rica em colágeno, podendo permanecer no local por até dez dias, o que reduz riscos de infecção e custo pela metade.

Agora, o material aguarda a licença definitiva da Anvisa para poder ser utilizado em tratamentos de queimaduras em todo o Sistema Único de Saúde (SUS).