Uma visita especial tem ajudado no tratamento de uma idosa internada no hospital do Coração de Alagoas, em Maceió. A cachorrinha Katy foi autorizada a visitar a dona, Maria Augusta ( 86), das 8 às 17 horas, enquanto a mulher estiver internada.

A primeira visita aconteceu na quarta-feira (6) e trouxe ânimo à paciente. Internada há mais de uma semana, Augusta havia assinado um termo de desistência da internação. Ela queria voltar para casa por morrer de saudades de Katy e de Kiko, seus dois cachorros, de quem ela cuida como se fosse mãe.

“Fiquei muito feliz, nunca pensei que poderia receber a visita da minha filha. Eu estava preocupada porque ela só dorme quando eu durmo, é minha companhia”, disse.

A psicóloga Vera Amorim identificou melhora no quadro emocional da paciente após a visita “Ela estava em um processo de recolhimento, tristeza e angútia. Agora está mais falante, mais ativa, participativa e com maior interação com a equipe e com o tratamento. A qualidade da vida emocional do paciente está relacionada às relações afetivas significativas” afirma a psicóloga. 

A família da paciente, preocupada com o tratamento de Augusta, elogiou a liberação no hospital. “Fiquei surpreso com a atitude humanizada do hospital, que percebeu a necessidade e quis ajudar”, disse o sobrinho da paciente, José Antônio dos Santos.

Antes de liberar a presença do animal, o hospital estabeleceu regras com as quais a família concordou. Katy pode ficar solta dentro do quarto da paciente, e a equipe de limpeza deve ser acionada assim que o animal fizer alguma necessidade fisiológica. 

Nos corredores, só pode circular carregada nos braços e em setores mais críticos a entrada é proibida.

A médica responsável pelo controle de infeccção hospitalar da instituição, Sarah Dominique Dellabianca Araújo disse que a autorização também observou um protocolo de segurança que exige a apresentação do atestado veterinário e higienização animal no dia da visita.

“A visita de animais de estimação é incentivada pela Organização Mundial da Saúde e prevista pela lei em alguns Estados brasileiros, o que ainda não inclui Alagoas. Foi a primeira vez que colocamos em prática a iniciativa no hospital”, destacou a médica