Zahyra Mattar
Tubarão

No caso da energia elétrica, 0,5% é muita coisa. Mais do que se pode imaginar. Esta porcentagem foi o quanto a Celesc economizou no estado durante a edição 2008/2009 do horário de verão. A partir da meia noite deste domingo, o horário volta a ser o ‘normal’, ou seja, o consumidor deverá atrasar todos os relógio em uma hora – não esqueça do computador.
Os dados preliminares da Celesc apontam redução de 4,28% na demanda e 0,5% no consumo do sistema elétrico na área de concessão da Celesc. No horário de ponta – entre às 18h30min e 21h30min – esses valores correspondem a uma demanda de 122,5 megawatt (MW) e um consumo de 30 gigawatt/hora (GWh) ao longo de todo o período do horário de verão.

Na prática, conforme explica o gerente regional da Celesc em Tubarão, Gerson da Silva Bittencourt, este resultado representa 16 vezes o consumo mensal médio da região de Garopaba, no horário de ponta, durante o período do Ano Novo ou duas vezes e meia a carga da região de Tubarão, no horário de ponta, durante o período em que durou todo o horário de verão. “Se para os distribuidores, produtores e para o país há economia de energia e gasto nesta época, para o consumidor, o principal benefício é que o horário de verão evita ajustes tarifários decorrentes de investimentos para atender esse acréscimo sazonal na demanda no horário de ponta”, avalia Gerson.

Nesta edição, a economia, porém, foi menor do que a registrada na anterior (2007/2008), quando houve redução de 4,7% (ou 470 MW) na demanda no horário de pico. A explicação está no próprio tempo. O verão passado foi mais ameno, em termos de temperatura, do que as registradas nestes últimos meses.
A dona de casa Sibele Amávio, de Tubarão, concorda. “Senti a diferença na conta de energia, mas foi bem menor do que em 2008. O verão deste ano, apesar das chuvas, está quente demais. Impossível ficar sem