Um homem de 46 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta terça-feira (21) pelos crimes de ‘stalking’ – perseguição – e injúria qualificada por preconceito religioso, no bairro Coqueiros, região Continental de Florianópolis.

De acordo com as informações repassadas pelo delegado responsável pelo caso, Paulo Hakim, o homem encaminhou diversas mensagens ofensivas e ameaçadoras para um líder do islamismo na Capital catarinense. Esse contato era feito por meio virtual e até por correspondência.

O delegado informou que durante as investigações a polícia apurou que as mensagens ofensivas pregavam inclusive o extermínio da crença em Florianópolis. Nesta terça, quando foi efetuada a prisão, o homem chegou a enviar uma correspondência com imagens de vítimas de execução como forma de ameaça ao líder islâmico.

As ameaças ocorreram ao longo de algumas semanas de acordo com Paulo Hakim, porém, a vítima é um alvo antigo do homem.

No ano de 2010, ele havia sido preso acusado de praticar crime de homicídio duplamente qualificado contra seu próprio advogado. O homem cumpriu parte da sanção penal no HCTP (Hospital de Custódia Tratamento Psiquiátrico) de Florianópolis.

“No dia do homicídio, em 2010, o líder religioso também foi procurado pelo autor. Inclusive, a vítima acredita que poderia ter sido morta se tivesse o recebido em seu apartamento”, revelou o delegado Paulo Hakim.

Crime de perseguição

O crime de perseguição, ou ‘stalking’, consiste em “perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

“É aquela pessoa que atormenta, importuna, aborrece a outra pessoa, reiteradamente, ameaçando-lhe”, detalha o delegado Hakim.

A pena vai de seis meses até dois anos, além de multa. Já o crime de injúria qualificada prevê pena de mais um ano de reclusão.

O homem está preso preventivamente na Penitenciária da Capital. A investigação da Polícia Civil segue em curso até a conclusão do Inquérito Policial.

 

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Fonte: NDMais