A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina confirmou na noite desta sexta-feira (28) a morte de um homem de 40 anos, de Criciúma, por dengue. Conforme investigação das autoridades de saúde, o caso é importado, possivelmente do Estado de São Paulo, mas isso não diminui o alerta para o avanço da doença.

O homem começou a manifestar os sintomas da doença – dor no corpo, febre e enjoo – em dezembro do ano passado. Ao apresentar piora no quadro, ele foi internado, mas não resistiu e morreu este mês.

Existe a possibilidade, segundo as autoridades, de que Santa Catarina viva um período de epidemia ou surto da doença. Atualmente, existem 2.282 focos do mosquito Aedes aegypti em 131 municípios catarinenses.

Deste total de cidades com focos de dengue, 118 municípios são considerados infestados, o que representa um incremento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2021, quando haviam 103 cidades nessa condição. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

Na região Sul de Santa Catarina, quatro cidades estão na condição de infestação de focos de dengue: Araranguá, Imbituba, Passo de Torres e Sombrio. Em 2021, o estado confirmou sete mortes por dengue nos municípios de Joinville (05), Camboriú (01) e Florianópolis (01). Todos estes casos foram de pessoas que contraíram a doença dentro do estado.

“No ano passado Santa Catarina registrou o maior número de casos de dengue desde o registro dos primeiros doentes, em 2011. A eliminação dos criadouros do mosquito, ou seja, locais com água parada, continuam sendo a melhor estratégia de prevenção”, destaca o Diretor da Dive/SC, João Augusto Brancher Fuck – confira outras informações no vídeo abaixo.

 

Fique atento aos sintomas
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Transmissão
O mosquito Aedes aegypti pode transmitir três doenças: dengue, zika vírus e chikungunya. A melhor estratégia de prevenção dessas doenças continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água. Períodos chuvosos atrelados ao calor, exatamente as condições climáticas de agora no Estado, são favoráveis à proliferação do Aedes aegypti.

 

 

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