Tatiana Stock
Tubarão

A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) não é comum só em grupos de riscos, como há alguns anos. Atualmente, o vírus passou a se espalhar de forma geral, sem distinção alguma sobre grupo social. E, mesmo sendo um tema bem difundido, a população ainda não se previne.

No primeiro semestre deste ano, o número de novos infectados por HIV já dobrou em relação ao mesmo período dos últimos dois anos em toda a Amurel. “É alarmante a falta na procura por proteção, as pessoas esquecem que, além da gravidez e da Aids, o preservativo é uma segurança para todas as doenças sexualmente transmissíveis”, alerta Janete Zandomenico, enfermeira do programa de DST/Aids da 20º Vigilância Epidemiológica de Tubarão.

Em 2007, foram notificados 94 casos; em 2008, 81; e, em 2009, entre os meses de janeiro e julho, 102 casos foram confirmados em toda a região, apresentando um aumento significativo no primeiro período deste ano. “Deve-se pensar três vezes mais, pois, a cada pessoa que admite ter o vírus, três estão no anonimato”, explica a assistente social da Unidade Sanitária de Saúde de Imbituba, Marcela Leal.
Hoje, além dos perfis convencionais, crianças, mães de família e pessoas da terceira idade possuem o vírus. O número soropositivos tem aumentado proporcionalmente, principalmente entre as mulheres.

“Geralmente, quem é casado há 20, 30 anos não tem o costume de usar camisinha e, na maioria das vezes, o marido trai a esposa e acaba trazendo o vírus para dentro de casa”, explica Marcela.
Rachel Copetti Véras, enfermeira responsável pela 19ª Vigilância Epidemiológica, diz que, por vergonha, muitas pessoas de cidades pequenas vão a outras localidades tratar-se por medo de serem reconhecidas