Braço do Norte

O déficit habitacional dos municípios brasileiros é grande. Em Braço do Norte, assegurar um boa casa para todas as famílias é meta para o prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Justamente por conta disso, ele e o diretor de turismo, Cesar Borges, visitaram o município de Farroupilha, no Rio Grande do Sul. A cidade gaúcha é destaque em programas de habitação no país, especialmente na implantação do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

O prefeito de Farroupilha, Ademir Baretta (PMDB), ressaltou a importância de delegar e ter uma equipe comprometida em fazer um bom trabalho. No que diz respeito à habitação, Baretta detalhou como iniciou a implantação do programa Minha Casa, Minha Vida. “Primeiro, identificamos as famílias aptas a serem beneficiadas. Doamos o terreno, já com toda a infraestrutura (ruas calçadas, água, luz e esgoto), e fazemos uma carta-convite a empreiteiras. O financiamento é direto pela Caixa Econômica Federal (CEF), em parcelas de até R$ 300,00, por 25 anos”.

Vânio ficou impressionado com os resultados e já avalia a possibilidade de trazer a boa ideia também para Braço do Norte. Outra boa sugestão que poderá fazer parte da administração do progressista é o banco de materiais de construção. O prefeito de Farroupilha explicou que o funcionamento é bastante simples e traz resultados rápidos.

A prefeitura recolhe das obras em reforma e ou construção todos os materiais que sobram. Tudo é enviado para um depósito, onde é feita uma seleção do que pode ser usado. Estes materiais são reutilizados em reformas ou construção de casas de pessoas que não têm condições financeiras.

Visita à Casa do Colono, em Gramado

Além de visitar o município de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio, e o diretor de turismo, Cesar Borges, aproveitaram para passar também por Gramado. O objetivo era conhecer a Casa do Colono, localizada bem no centro da cidade.

O prefeito de Gramado, Nestor Tissot (PP), explicou que, ao todo, 12 bairros associaram-se para a formação da Casa do Colono. Cada comunidade paga uma taxa para a manutenção do espaço, destinado à confecção e venda dos produtos coloniais. Tudo é inspecionado pela Emater, órgão de apoio ao agricultor no Rio Grande do Sul, e, se aprovados, recebem o selo de qualidade da prefeitura.

O lucro obtido com a venda dos produtos é enviado semanalmente para os produtores. Cada comunidade obedece a um “calendário”. O bairro ‘A’ utiliza o espaço entre quinta-feira e domingo de uma semana, e assim por diante. Vânio ficou satisfeito com as dicas e pensa em formular algo parecido em Braço do Norte.