Foto: Reprodução Internet

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro participou de um reunião online com autoridades, na manhã desta terça-feira, para discutir o modelo para a contratação de leitos de UTI na rede privada para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Com o aumento significativo da ocupação dos leitos públicos e a exigência maior dos prefeitos, os entes públicos entendem como necessária a contratação na rede hospitalar privada, porém, os chamamentos públicos realizados até agora não tiveram interessados.

De acordo com o secretário, a dificuldade se dá por conta da oferta de pagamento da tabela SUS, considerada insuficiente pelas unidades privadas. Em função disso, o Estado irá propor um formato de edital que englobe uma complementação desse valor. Após esse trâmite, o modelo voltará a ser discutido com as prefeituras e os órgãos de controle.

“Essa será mais uma ação do Estado no combate à pandemia, entre as tantas que já foram realizadas desde a implementação do Centro de Operações de Emergências em Saúde (Coes), em 12 de março. Estamos enfrentando uma dificuldade extrema na contratação dos leitos privados, e a conversa de hoje foi importante para o alinhamento das ações”, diz Motta Ribeiro.

 

Sul de SC já tem 85,2% de ocupação de leitos de UTI

Com o aumento dos casos de Covid-19 em Santa Catarina, o número de leitos de UTI destinados ao tratamento da doença é cada vez menor. Dos 1.376 leitos de UTI existentes pelo SUS no Estado, o Governo tinha até esta segunda-feira  apenas 389 leitos disponíveis.

Atualmente a região Sul é a mais afetada com a falta de leitos em UTI, o índice de ocupação de leitos do Hospital da Amurel, Amesc e Amrec já chega a 85,2%. Algumas cidades, como Tubarão, já atingiram a capacidade máxima.

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