O ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu nesta quarta-feira, 11, o secretário de Receita Federal, Marcos Cintra. O ex-secretário vinha defendendo a adoção de um novo tributo sobre transações financeiras, cuja possibilidade de criação foi admitida por Guedes – uma reedição da extinta CPMF. 

Na edição desta semana, VEJA trouxe os planos do governo para o novo imposto, cuja alíquota começaria em 0,19% e, em dois anos, atingiria 0,67%. O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume interinamente o cargo.

Alvo de críticas de especialistas, um novo imposto sobre pagamentos já criava resistência antes mesmo da apresentação da reforma tributária do governo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já rechaçou publicamente a possibilidade de que a criação do imposto seja aprovado pelo Congresso Nacional. 

Em nota, o Ministério da Economia diz que “a proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro”.