Tubarão

Fazer faculdade é o objetivo de milhões de brasileiros. Mas, para muitos estudantes do Grupo Educacional DMA de Tubarão, o sonho virou pesadelo. Isso é o que afirmam algumas alunas do curso de pedagogia, que passaram por 3 anos e meio pela faculdade da Cidade Azul e souberam que o custo do diploma saiu alto demais

Um grupo de pedagogas procurou o Notisul e asseguraram, que o diploma que receberam do Grupo Educacional não é verdadeiro. “As aulas foram finalizadas em dezembro passado e a colação de grau ocorreu em 1º de março de 2019. A instituição tinha um prazo de 120 dias para a entrega do diploma, porém esse tempo expirou e não recebemos. Quando essa documentação foi entregue vimos que o diploma era falso. É tão inventivo que foi impresso em papel cartão. Ele foi expedido pela Universidade Bilac, de São José dos Campos, em São Paulo”, contou uma ex-aluna.

Conforme a estudante, o diploma vinha com um carimbo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Esse registro dava uma suposta ligação entre a universidade mineira e o DMA. Tudo foi adulterado. Não há registro nenhum. Um histórico escolar também foi expedido pela Bilac. Cursamos 3 anos e meio e recebemos uma certificação de 4 anos. A data da colação de grau foi retroativa a julho do ano passado. Encaminhamos esses diplomas para a UFMG e recebemos a informação que não foi expedido nada pela universidade. Já registramos alguns Boletins de Ocorrência (BO). Todos os títulos que a DMA expediu são falsos. A instituição nunca foi autorizada a trabalhar. O Douglas permanece com a Universidade Brasil, ele continua aplicando o mesmo golpe”, pontuou.

O Grupo Educacional DMA, é de propriedade da família do vereador da Cidade Azul Douglas Martins Antunes, que procurado pelo Notisul enfatizou que não sabe do ocorrido. “Não tenho conhecimento. Sei que em março um grupo se formou. O DMA não expediu nenhum diploma. Porém, se a empresa parceira que expede esses diplomas errou em algo, pode ter sido erro de digitação e o que deve ser feito é encaminhar para que seja realizada a correção”, destacou.

Segundo o legislador a unidade de ensino está em fase de finalização e um canal será disponibilizado para os alunos para a realização de protocolos. Sobre o ocorrido em 2017, com os alunos de educação física, que também alegaram ter recebido diplomas falsos, Douglas afirmou que os estudantes foram encaminhados para outra instituição e lá concluíram a graduação. Os alunos que quiseram. As despesas foi por conta da instituição. Ele também garante que não possui ligação com a Universidade Brasil e que a sua expulsão do MDB não foi pedida. “Estou surpreso. Continuo no MDB e não tenho intenção de me desligar do partido”, finalizou.