Amanda Menger
Tubarão

Na retrospectiva deste ano, há um capítulo que todos querem esquecer: a pandemia da gripe A (H1N1). Em Santa Catarina, até o fim de outubro, foram confirmados 1.128 casos da doença e descartados outros 1.373. A incidência caiu com suspensão das atividades em diversas cidades – Tubarão foi um exemplo -, e pelas medidas preventivas adotadas pela população.

Contudo, a situação ainda é preocupante. “Monitoramos a situação no hemisfério norte porque lá é inverno e a tendência é que o vírus sofra mutações. O maior receio é com relação à Ásia, já que o continente tem a circulação tanto do H1N1, quanto o H5N1 (vírus da gripe do frango). A gripe do frango é transmitida do animal para o homem, não tem transmissão entre humanos, mas o problema é que a mortalidade chega a 60%”, alerta o diretor de vigilância epidemiológica da secretaria estadual de saúde, Luiz Antonio Silva.

Mesmo que a gripe tenha dado uma trégua, o vírus ainda circula e, por isso, é importante que os hábitos adotados durante a epidemia sejam mantidos para sempre. “Outras doenças, como a conjuntivite e as infecções alimentares, diminuíram na época da gripe A justamente porque as pessoas mudaram de posição. Agora todos estão relaxados, o que é um perigo. O problema não passou”, avisa o diretor.
Hoje, a cada 100 casos de gripe, dois são de H1N1. “O vírus que circula aqui é menos agressivo, mas isso não significa que estamos salvos. É preciso que a população tome consciência e continue os hábitos adquiridos durante a epidemia”, pede Luiz.

Viagens

Muitas pessoas tiram férias no verão e viajam para o exterior. A recomendação da vigilância epidemiológica do estado é manter os hábitos de higiene. “Evitar contato próximo com quem estiver gripado, cobrir a boca ao tossir e espirrar, lavar as mãos frequentemente e evitar locais fechados com aglomerações de pessoas”, lembra o diretor de vigilância epidemiológica da secretaria estadual de saúde, Luiz Antonio Silva.