Professores discutem com o governo do estado formas para o pagamento do piso nacional da categoria . As partes ainda não chegaram a um acordo  -  Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Professores discutem com o governo do estado formas para o pagamento do piso nacional da categoria . As partes ainda não chegaram a um acordo - Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

Tubarão

 

Os professores da rede estadual de ensino, que aderiram ao movimento grevista, iniciado no mês passado, terão as faltas descontadas na folha de pagamento. O recado foi repassado pelo negociador do governo, Décio Vargas, ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), durante a mesa de negociações, ontem.
 
O desconto será feito em três parcelas, até julho. O ressarcimento apenas será feito após a reposição das aulas. O calendário especial será definido após reunião entre o estado e as gerências regionais, nesta quinta-feira. 
 
Para o sindicato, esta posição do governo tem caráter punitivo. A categoria não vai aceitar os descontos. Uma das posições do Sinte poderá ser a não reposição das aulas perdidas. 
 
Com relação à tabela do plano de carreira e os reajustes entre níveis e referências, não houve acordo. O estado mantém a mesma linha de posicionamento. A briga é pela descompactação da tabela salarial e pelo reajuste de 22,22% referente a lei nacional do piso.
 
Outra questão apontada pelo governo foi a liberação dos delegados para a participação na 3ª Conferência Estadual de Educação do Sinte. Só poderão participar do evento aqueles que possuem faltas justificadas a partir de fevereiro. Um ofício foi encaminhado à secretaria de estadual de educação, a fim de solicitar estas mudanças nos critérios de liberação dos delegados.
 
A próxima mesa de negociações entre o Sinte e o governo do estado está marcada para amanhã, às 14 horas.