Zahyra Mattar
Tubarão

Após 15 dias de espera, enfim, os bancos apresentaram ontem uma nova proposta para os funcionários, em greve desde o último dia 9 na Amurel. Em algumas regiões do país, como na Bahia, a paralisação já passa de 20 dias. A rodada de negociação avançou até a 1h30min de hoje. Desta vez, o oferecido é aumento salarial de 10% do salário para quem ganha até R$ 2,5 mil e 8,15% para quem tem vencimento acima disso; 8,15% de reajuste de casta alimentação e auxílio-refeição; participação nos lucros; compromisso de negociar o novo plano de cargos e salários dos servidores da Caixa Econômica; prêmio de R$ 1,3 mil aos funcionários do Banco do Brasil e Besc, devido ao aniversário de 200 anos da empresa.

Hoje, às 9 horas, os funcionários do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região, em Tubarão, e do sindicato de Laguna e região, em Laguna, decidem se aceitam a proposta. Caso isso ocorra, é possível que os grevistas retornem às suas funções ainda pela manhã. “Não é o esperado, mas a greve serviu para que saibam que temos hoje um movimento forte em todo o país, inclusive com apoio da rede privada”, avalia o presidente do sindicato de Tubarão, Armando Machado Filho.

Na base sindical de Tubarão, Besc, Caixa, Banrisul e Banco do Brasil estão em greve. Ao todo, cerca de 450 trabalhadores estão parados. Na base de Laguna, somente a rede pública parou (exceto em Imaruí, onde os bancários da única agência da cidade, do Besc, não aderiu ao movimento), o que agrega cerca de 70 trabalhadores.
Desde agosto, os funcionários tentam buscar a proposta original: 16% de aumento salarial, maior participação nos lucros, revisão do plano de carreiras e salários, entre outras pautas que contemplam cláusulas sociais, sindicais e de saúde.