Priscila Ladislau
Tubarão

Centenas de pessoas em diversas capitais brasileiras amanheceram nesta sexta-feira (28) realizando protestos contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Em Tubarão, os manifestantes se reuniram desde as 6h30min na avenida Padre Geraldo Spettmann e seguiram em direção ao centro do município. A Polícia Militar e Guarda Municipal acompanharam todo o trajeto realizando a segurança dos manifestantes. O grupo ficará até meio-dia, próximo ao Centro Municipal de Cultura – Museu Willy Zumblick realizando atos a favor da Greve Geral.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa, mais de 30 categorias aderiram à paralisação e estavam presentes no movimento da Cidade Azul. “Muitas entidades que nem tinha se manifestado apareceram neste evento. Servidores de Pedras Grandes e grande parte dos servidores da edução de Tubarão e Capivari de Baixo paralisaram suas atividades neste dia. Este ato é muito importante contra as reformas, é do povo e para o povo”, destaca a presidente.

Todas as entidades sindicais aderiram à greve, várias unidades escolares também pararam neste dia. Alguns lojistas também fecharam as portas de suas lojas nesta sexta-feira.

Um dos destaques da manifestação em Tubarão foi o cortejo de um caixão simbolizando os deputados que votaram a favor da reforma. Já no Centro, em um ato simbólico, os manifestantes atearam fogo no caixão, gritando palavras de ordem. “Eles estão querendo tirar direitos históricos da população brasileira, com a retirada desses direitos, a população será jogada em um mar de lama. O Congresso tem que escutar o povo nas ruas, e o povo nas ruas está dizendo não. As alterações apresentadas nas ditas reformas trarão expressivos impactos à vida de cada um de nós. Está em jogo os direitos que levaram quase 100 anos para serem adquiridos”, defende a presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Ensino da Rede Particular (Sinpaaet), Gisele Vargas.

A reforma da Previdência ainda está em debate na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Já as mudanças nas leis trabalhistas avançaram: o plenário da Câmara aprovou a proposta na madrugada desta quinta-feira (27) e agora, o texto segue para o Senado.

A aposentada Ruth Maria Gonçalves acordou cedo e também foi para o centro de Tubarão nesta sexta-feira, segundo ela, a única forma de deter as reformas é parando o país. ” A manifestação está maravilhosa, o trabalhador não tem que ficar em casa, mas sim ir às ruas lutar, só assim vamos garantir os direitos de todas as gerações”, declara a aposentada.

Capivari de Baixo: Os movimentos contra a reforma seguem nesta tarde. Às 17 horas, os manifestantes vão até Capivari de Baixo e se concentrarão em frente à Caixa Econômica Federal.

Foto: Priscila Ladislau/Portal Notisul 

Reformas avançam no Congresso, em Brasília
A aposentada Ruth Maria Gonçalves acordou cedo e também foi para o Centro de Tubarão nesta sexta-feira. Segundo ela, a única forma de deter as reformas é parando o país. “O trabalhador não tem que ficar em casa, mas sim ir às ruas lutar. Só assim vamos garantir os direitos de todas as gerações”, afirma.
A reforma da Previdência está em debate na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o plenário da Câmara aprovou mudanças nas leis trabalhistas na madrugada desta quinta-feira. O texto segue agora para o Senado.
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Laguna, Capivari de Baixo e Içara também aderiram aos protestos
Em Capivari de Baixo, houve manifestação contra as reformas. Laguna, a cidade mais antiga do Sul do Estado, e Jaguaruna também registraram protestos. Em Içara, a BR-101, no km 377, chegou a ser bloqueada em ambos os sentidos. Foi feita uma barreira com pneus incendiados. Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal de Tubarão, aproximadamente 400 pessoas estiveram no local. O grupo se manifestou também contra a terceirização da BR-101.

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