Amanda Menger
Tubarão

Na Amurel, apenas 19 professores aderiram à greve da categoria. Dez são de Tubarão, sete de Imbituba e dois de Laguna. Os números foram repassados pelas respectivas gerências de educação. Em Santa Catarina, segundo dados divulgados pela secretaria estadual de educação, o número de professores paralisados chega a 2.283, o que representa 5% do total de 43 mil profissionais.

Para a gerente de educação em Tubarão, Maria de Lourdes Bittencourt, o pequeno número mostra que os professores refletiram melhor sobre a decisão de paralisar. “Os educadores sabem que há conseqüências para quem fizer greve, eles terão o ponto cortado e o salário descontado. Talvez por isso muitos tenham preferido não aderir ao movimento”, avalia a gerente.

Em Braço do Norte, ao menos no primeiro dia, nenhuma paralisação foi comunicada. “Apesar da coordenação do sindicato ter levado o indicativo de greve, pelo menos hoje (ontem), não tivemos nenhum comunicado de que algum professor parou as aulas. Está tudo normal”, relata o supervisor de recursos humanos da gerência de educação de Braço do Norte, Romário Miguel Adão Pereira.

O resultado não surpreende a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Estadual (Sinte), Maria Aparecida de Farias, a Quinha. “Em Tubarão, a greve sempre começa devagar. Acreditamos que, a partir da próxima semana, teremos mais adesões. Hoje (ontem), fui à Escola Jovem e dez professores me garantiram que irão paralisar as atividades a partir de segunda-feira”, destaca. Hoje, o Sinte promove uma reunião na sede da entidade, às 17 horas. O objetivo é escolher os professores que formarão o comando de greve.