Amanda Menger
Tubarão

A greve dos servidores estaduais da saúde deve ter um novo rumo hoje. A previsão é que o Tribunal de Justiça pronuncie-se sobre a legalidade da suspensão dos trabalhos. Um desembargador concedeu, no fim de semana, uma liminar em favor do estado, obrigando o retorno dos atendimentos e, em caso de descumprimento, multa diária de R$ 20 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privado e Público Estadual (SindSaúde).

O SindSaúde só foi notificado segunda-feira, e terça entrou com recurso. A greve, porém, foi mantida. O departamento jurídico da entidade alega que os atendimentos de urgência e emergência nos hospitais públicos do estado foram mantidos, o que garantiria a legalidade da greve.

Ainda na terça, o vice-presidente do sindicato, Pedro Paulo Chagas, esteve na assembleia legislativa e solicitou ao presidente Jorginho Mello (PSDB) que interceda a favor dos servidores para que sejam reabertas as negociações. A categoria reivindica aumento de 16,75% no salário e no auxílio-alimentação de R$ 6,00 para R$ 12,00 diários.

Na Amurel, nenhum dos servidores aderiu a movimentação. “Os trabalhos seguem normalmente. A única restrição é com relação às consultas com especialistas que atendem em Florianópolis. Estas terão que ser remarcadas, já que alguns médicos participam da mobilização”, explica a gerente regional em Tubarão, Maria Lúcia Mattos Gomes.