A última greve dos Correios ocorreu em 2009 e durou 12 dias. A maior paralisação foi em 1994, quando os trabalhadores ficaram parados por 32 dias, e a questão também foi decidida pelo Tribunal Superior do Trabalho
A última greve dos Correios ocorreu em 2009 e durou 12 dias. A maior paralisação foi em 1994, quando os trabalhadores ficaram parados por 32 dias, e a questão também foi decidida pelo Tribunal Superior do Trabalho

 

Zahyra Mattar
Tubarão
 
Os 20 trabalhadores de Tubarão e os sete de Laguna que aderiram ao movimento grevista retornam hoje às suas funções. A ordem é do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou o dissídio da categoria terça-feira. A paralisação durou 28 dias.
 
Os ministros também autorizaram a empresa a descontar do salário dos grevistas o equivalente a sete dias, e os demais 21 dias de paralisação devem ser compensados com trabalho extra nos fins de semana. No caso de descumprimento da determinação, a multa diária ficou estabelecida em R$ 50 mil.
 
Em relação às cláusulas financeiras, os ministros determinaram que sejam cumpridos os pontos do acordo firmado na primeira audiência de conciliação entre as partes, que prevê o aumento real de R$ 80,00 a partir do último dia 1º e reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto deste ano.
 
Quanto aos benefícios, a decisão do tribunal estabelece vale alimentação de R$ 25,00, vale cesta de R$ 140,00 e vale extra de R$ 563,50.
 
Indignados com o resultado, os trabalhadores que acompanharam a sessão em Brasília queimaram, em frente ao prédio do TST, uma bandeira do PT, partido da presidenta Dilma Rousseff.
 
Em Tubarão, existem pelo menos 200 mil objetos represados. Apenas os sedex foram entregues no período da greve. No país, este número chega à margem de um bilhão de selos represados. A empresa, contudo, não confirma ou desmente esta informação. A previsão é que sejam necessários no mínimo duas semanas para colocar o trabalho em dia.
 
 
Greve dos bancários segue sem previsão de acordo
Há duas semanas de braços cruzados, os trabalhadores em bancos do país deverão seguir para a terceira semana de paralisação. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) segue sem apresentar uma contraproposta às reivindicações da categoria.
A paralisação já afeta com maior proporção os consumidores, especialmente porque a adesão ao movimento é maior em agências públicas – Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal – as mais solicitadas pela maioria.
Terça-feira, os trabalhadores associados na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR) decidiram continuar a greve por tempo indeterminado.
A Fenaban apresentou um índice de reajuste de 8%. O percentual é 0,6% superior ao INPC (7,4%). Por outro lado, os trabalhadores pleiteiam a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5% mais o índice do INPC (com isso, chega a um total de 12,8%).
 
 
Ministério prorroga validade do concurso da Previdência Social
Na tentativa de evitar uma greve, o Ministério da Previdência Social anunciou, terça-feira, a validade do concurso público de analista do seguro social. Os aprovados poderão ser chamados até 4 de junho de 2013.
Desde o fim do mês passado, os funcionários promovem protestos a fim de reivindicar melhores condições de trabalho. Na semana passada, eles sinalizaram uma paralisação de três dias no próximo mês, caso as negociações não avancem.
A decisão ocorrerá na sexta-feira da próxima semana, em assembleias estaduais. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal (Sindprevs), até 2014 dois terços do servidores do INSS podem aposentar-se. 
Outras exigências da classe são o retorno para a jornada de trabalho de 30 horas e a realização de um concurso público para a contratação de novos servidores. A incorporação da gratificação, que equivale a 70% da remuneração, ao salário, também é solicitada.