Brasília (DF)

O governo aceita discutir a possibilidade de retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) no bojo da proposta de reforma tributária, mas não há intenção prévia de reeditar o tributo, afirmou ontem o ministro do planejamento, Paulo Bernardo, após reunião com líderes e parlamentares da base governista.

“Se alguém do Congresso, líder ou não, da base aliada, ou não, até da oposição, fizer essa proposta (de retorno da CPMF), isso será discutido. Aí o governo vai se posicionar. Mas não temos intenção e qualquer posição, no momento, de reeditar a CPMF. Não é nossa idéia, mas aceitamos discutir qualquer coisa”, afirmou Paulo.

Segundo o ministro de relações institucionais, José Múcio, principal articulador do governo federal junto ao Congresso, a proposta do governo é de enviar a proposta de reforma tributária no começo de fevereiro, o poderia abrir margem à discussão de reedição da CPMF caso os parlamentares assim o desejem. Acrescentou, porém, que não há intenção prévia do governo de ter um novo tributo sobre a movimentação financeira.

“A câmara e o senado terão margem para fazer sugestões. Não há absoluta intenção em se reeditar a CPMF. A proposta é mandar a reforma tributária para ter margem e campo para discussão”, ressalta Múcio.