Amanda Menger
Tubarão

O anúncio de que o governo do estado deixou de arrecadar R$ 400 milhões desde o fim do ano passado em decorrência das enchentes e também da crise mundial tem reflexos em todos os órgãos da administração estadual. Nesta semana, o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) reuniu os membros do colegiado e pediu que os gastos com o custeio da máquina pública fosse reduzidos drasticamente.
Em termos reais, isso significa diminuir os gastos com as contas básicas: água, luz, telefone e diárias. E o pedido do governador será seguido à risca, ao menos é o que garantem os três secretários de desenvolvimento regional da Amurel: Tubarão, Laguna e Braço do Norte.

“Nós já começamos a reduzir os gastos. Desde que eu entrei na secretaria, temos revisto a questão das diárias. Para liberá-las, só com a minha autorização. Temos que ser criteriosos, afinal, o momento é difícil e temos que colaborar com o estado, cortar naquilo que é possível”, afirma o secretário em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM).

Em Laguna, a meta, segundo o secretário Mauro Candemil (PMDB), é continuar a SDR com menos gastos de custeio. Segundo ele, isso só é possível graças à colaboração dos servidores. “É o uso racional, são hábitos que temos que cultivar sempre, como desligar a luz quando estamos fora da sala, não deixar o ar-condicionado ligado se não tem ninguém no local. Pensar bem antes de fazer as ligações e, se é preciso deslocar um carro até Florianópolis, que façam viagens em grupo, para evitar vários deslocamentos”, explica Mauro.

A redução de gastos também é a norma em Braço do Norte. “Já estamos nos adequando ao que o governador pediu. Houve queda na arrecadação e temos como meta reduzir 30% dos custos. Os funcionários estão conscientes e se esforçarão para cumprir o que foi pedido”, garante o secretário Gelson Padilha (PSDB).

Tecnologia ajuda a
reduzir os custos

O pedido do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) de economizar o dinheiro público tem feito os secretários de desenvolvimento regional da Amurel usarem a criatividade para dar conta do trabalho. Um aliado importante é a tecnologia.
“Temos utilizado e-mail e também as videoconferências, porque são meios úteis e a troca de informações é igual, e praticamente não têm custo”, afirma o secretário em Laguna, Mauro Candemil (PMDB).

Outro instrumento utilizado em Laguna é o ponto eletrônico. “O governo tornará isso obrigatório em até 180 dias. Nós estamos adiantados, começamos a fazer isso em janeiro. É uma forma de controlar as horas-extras”, explica Mauro.
Com a redução dos gastos de custeio, a intenção é evitar que a queda na arrecadação comprometa os investimentos. “As obras que estão em andamento serão mantidas, como é o caso do Aeroporto Regional, presídio, Camacho e as escolas. Isso porque os gastos fazem parte de verbas das secretarias de infraestrutura, de segurança pública e da educação”, afirma o secretário em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM).

As novas obras estão suspensas. “Esperamos que a arrecadação volte a crescer nos próximos meses, para que os investimentos esperados pelo povo não sejam adiados. Enquanto isso, vamos cortando onde é possível e tocando as obras já contratadas”, diz Gelson Padilha (PSDB), secretário em Braço do Norte.