O governador Carlos Moisés decretou nesta segunda-feira, 13, novas medidas para promover o isolamento social em Santa Catarina nos próximos 14 dias. Pelo ato assinado pelo chefe do Executivo, que estará disponível no Diário Oficial do Estado, ficam proibidos nas próximas duas semanas eventos e competições esportivas organizados pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) ou pela iniciativa privada. Também estão suspensas pelo mesmo período as atividades de cinemas, teatros, casas noturnas, museus, assim como a realização de eventos, shows e outros espetáculos que acarretem reunião de público.

Segundo Carlos Moisés, a medida tem por objetivo achatar a curva de contágio nas regiões catarinenses, para evitar um colapso do sistema hospitalar.

Santa Catarina já registrou 43.815 casos confirmados de Covid-19, sendo que 35.636 estão recuperados e 7.662 continuam em acompanhamento. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 13. Desde o início da pandemia, 517 óbitos já foram causados pelo novo coronavírus. Esses números colocam a taxa de letalidade em 1,18%.

Dos 1.376 leitos de UTI existentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina, há 987 ocupados, sendo 376 por pacientes com confirmação ou suspeita de infecção por coronavírus. A ocupação é de 71,7% e há 389 leitos livres atualmente.

“Queremos garantir que todos tenham atendimento caso seja necessário. É nisso que o Governo do Estado vem trabalhando desde o começo desta pandemia. Infelizmente ainda não temos uma vacina ou uma receita para combater a doença. Nós já ampliamos a oferta de leitos de UTI em quase 70%, porém o sistema está tensionado em algumas regiões. Precisamos ampliar o isolamento social para passar por esse período”, diz o governador.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que a medida irá ajudar a reduzir a circulação de pessoas e evitar aglomerações. Ele salienta que a taxa de ocupação dos leitos de UTI é preocupante no estado, o que justifica a decisão. Além disso, o secretário lembra que os prefeitos continuam com o poder decisório de tomar medidas mais restritivas caso considerem necessário.

“Quatorze dias é o tempo de maturação dessas medidas. A cada dia avaliaremos o impacto disso. Este decreto também faz parte deste compartilhamento de decisões com os prefeitos. Algumas regiões estão mais impactadas do que outras, mas, de uma forma geral, o Estado precisou fazer essa intervenção para trazer um regramento, mas mantemos o contato diário com os municípios para ver o que cada região pode fazer ainda mais”, destaca o secretário.

 

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