Zahyra Mattar
Tubarão

O otimismo voltou a tomar conta dos empresários que atuam na venda do GNV e na conversão de veículos para utilizar o combustível. No começo deste ano, com o receio em relação à instabilidade do preço do metro cúbico do GNV, muitos consumidores preferiam esperar por algum anúncio da queda ou então optar pelo uso do álcool, até então o combustível com melhor preço.

Agora, além do congelamento do valor do metro cúbico do GNV para este ano e o anúncio, nesta semana, da redução do valor do gás às indústrias – que também tem reflexos positivos para o setor automobilístico -, animou ainda mais o setor, que já vinha em constante e crescente recuperação.

Em Tubarão, por exemplo, a GCA Auto Gás passou a atender aproximadamente 13 consumidores por semana. Uma média de 52 carros modificados por mês. Em abril, quando o mercado de GNV já ensaiava uma retomada, eram cinco serviços por semana, uma média de 20 carros por mês.

Em termos reais, houve um aumento de mais de 100% na procura. “Desde que o álcool subiu (começo do mês passado), tivemos um aumento extraordinário. A procura mais que dobrou. Tem até fila. Seguramente, estamos no pico do GNV novamente”, vibra o proprietário da GCA, Marcos Trajano.

Desde abril, o preço do GNV caiu 5%. Hoje, o metro cúbico custa, em média, R$ 1,59 (era R$ 1,66), contra R$ 1,85 do álcool e R$ 2,60 da gasolina.